Na semana passada aguardávamos ansiosos pelo anúncio do Facebook em prol da mudança do seu nome. E ela chegou, literalmente com uma meta: criar espaços virtuais 3D compartilhados. A ideia é que, nesse cenário, usuários de plataformas on-line possam acessar uma espécie de realidade paralela, com imersão promovida por técnicas de realidade aumentada e virtual, por exemplo – como o dispositivo Oculus Quest, produto da recém-batizada Meta. O que isso representa?
Zuckerberg é quem responde: "Nesse futuro, você será capaz de se teletransportar instantaneamente como um holograma para estar no escritório sem se deslocar, em um show com amigos ou na sala de estar de seus pais para conversar”. No fundo, a meta da Meta é proporcionar uma imersão na “realidade” através do digital e da tecnologia. Assim, o Facebook, através do caminho do rebranding, objetiva uma nova identidade de marca.
A pergunta que podemos fazer agora é esta: o que isso representa para as marcas? A princípio poderíamos fazer uma leitura de que a internet, ou se preferir, o mundo digital, vem acompanhado de um paralelo: on e off. Sim, um paralelo. Até então, coisas distintas. Uma marca precisa das duas. Com a Meta, a leitura que tendemos a fazer é que de alguma forma as marcas necessitam de uma imersão digital no real, mesmo que através de tecnologia. A Meta é mais que uns óculos. A Meta pode e deve ser a meta de todas as marcas.
O que é essa imersão? É penetrar e, ao mesmo tempo, proporcionar um universo real ao cliente, por exemplo. O real é sensação, é estímulo, e as marcas precisam disso. Mas calma, não pense que isso é uma invenção ou ambição do Facebook, outras empresas já estão de olho aberto e inclusive para aperfeiçoar o que já está projetado e foi apresentado pela agora Meta. Para a Microsoft, por exemplo, o metaverso será um local em que será possível simular lojas com prateleiras sempre cheias, e fábricas com linhas de produção com problemas que são resolvidos automaticamente.
Para a empresa, tudo poderá ser digitalizado, o que deve proporcionar novas oportunidades de negócio. A Microsoft, conforme veiculou o site Terra, enxerga o metaverso como uma espécie de simulação do mundo real, em que os profissionais poderão errar em seus projetos, analisar situações e prever acidentes, mas tudo isso com a segurança do mundo virtual, ou seja, sem o risco de consequências reais.
O mundo digital é minimamente calculado, literalmente. Tudo é algoritmo É métrico. É matemático. Já o mundo real é diferente. Ao tomarmos as lentes do metaverso, a partir da simulação desse mundo real, a tendência é errar menos, analisar questões e cenários, com a garantia do digital, ou seja, sem as consequências do real. O real sempre é um “paralelo” do digital e ao mesmo tempo um desafio. Por hora, essa imersão representa o quanto o real é factível e desafiador, porque é nele que a vida acontece. A Meta é mais que um óculos.