Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pandemia

A vacina de sensatez que Bolsonaro recebeu da Anvisa

A seringa do presidente da agência aplicada em Bolsonaro continha cinco doses: de sensatez, moral, ética, sensibilidade e humildade

Publicado em 13 de Janeiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

13 jan 2022 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

Antônio Barra Torres
Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
Era uma sexta-feira quando o Almirante Antônio Barra Torres apresentou a BolsonaroAlmirante Antônio Barra Torres apresentou a Bolsonaro a seringa que continha cinco doses: de sensatez, moral, ética, sensibilidade e humildade. Eu me refiro à carta veiculada pelo respectivo presidente da Anvisa. Nela, Torres pede a Bolsonaro uma retração da sua conduta exercendo a sua grandeza para se retratar das acusações que vem fazendo à Agência de Vigilância Sanitária do Brasil.
Não é novidade que o presidente vem proliferando o vírus da imoralidade e da ignorância à ciência e todos que dela fazem parte. Por último, dedicava frases de insultos – como “tarados por vacina”, se referindo aos funcionários da Anvisa. É quase inconcebível ouvir palavras como essa no contexto que vivemos de uma pandemia vicejante e por outro lado uma epidemia de influenza que atinge uma parcela expressiva de pessoas no nosso país.
A pergunta que muitas vezes nos fazemos é esta: o que passa pela cabeça de Bolsonaro? Aliás, passa pela cabeça? O que se nota é que o lugar por onde seu discurso passa é pelo ninho dos interesses e convicções de seus financiadores. O grupo para quem Bolsonaro governa milita pelo autoritarismo e razão. Aqui se lê autoritarismo religioso, político, militar, econômico, etc.
Eu já trazia, no patamar da opinião, alguns dias atrás, que Bolsonaro não governa para a maioria. Desde as eleições, isso foi ficando claro na mesma medida que ele foi se isolando do cenário político e social do Brasil. Seus números de aprovação provam e comprovam essa “teoria” ou melhor, realidade. Embora a gente creia que os evangélicos estão todos com Bolsonaro, que os militares, que o mercado, que não sei mais quem está com ele, calma, é só impressão do jogo. A torcida dele parece não ser a maior, apenas a mais barulhenta. Isso é tão verdade que é só a gente olhar de quem veio a “vacina de sensatez”. Quem é Antônio Barra Torres? Almirante da Marinha. Ora, pertence ao conglomerado militar. Isso quer dizer muito. Nem todos os quepes estão sob cabeças que pensam e agem da mesma forma.
A vacina da Anvisa dada a Bolsonaro foi uma das melhores. Nosso presidente precisa de outras de mesma eficácia. Talvez a mais eficaz seja a que os brasileiros devem dar a ele no próximo mês de outubro. Todavia, precisamos pensar que Bolsonaro não age sozinho, sua minoria também tem poder de contaminar. Vejamos as últimas eleições que o elegeram. Cabe a nós também nos imunizarmos para que construamos anticorpos capazes de reagirem e neutralizarem o vírus que pode aparecer e provocar uma nova pandemia nos próximos meses de agosto, setembro e outubro.
Quanto à Anvisa, que continue a nos vacinar de muitos vírus, inclusive os oriundos do grupo do bolsonarismo.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Dez Milhas Garoto
Abertura das inscrições para as Dez Milhas Garoto já tem data definida
Imagem de destaque
Livrarias em Vitória comemoram Dia Mundial do Livro com sorteio e brindes
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP 14.12.1990 - Automobilismo - Fórmula 1: o piloto Ayrton Senna mostra prêmio da FIA no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. (São Paulo, SP, 14.12.1990. Foto: Sergio Andrade/Folhapress)
O que aconteceu com o Banco Nacional, do icônico boné azul de Senna?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados