O tempo passa, avança, corre. Essas três palavras quase que se encaixam na linha do tempo que se iniciou no último século e se estende até os dias de hoje. Antes o tempo passava; depois das revoluções, sobretudo a industrial, o tempo avançou; e agora ele corre. Esse sentimento está em todos nós.
Porém, a velocidade temporal (se é que podemos chamar assim) não está no relógio, nos ponteiros, mas no movimento da vida. Cada vez mais queremos otimizar o tempo, e quanto mais otimizamos o tempo, menos vivemos o tempo. Essa correria se equipara à tecnologia, ao mundo digital. No ambiente virtual, tudo mudo o tempo todo no mudo, como diz a música, mas o “tudo digitalizado” pode arrancar da humanidade a humanização.
Começo o artigo de hoje fazendo essa reflexão para apresentar o duelo existente na vida do marketing contemporâneo: mais do que nunca, é preciso balancear algoritmos com humanização. Assim, um fato nos toca: o marketing do achismo passou, tal como o marketing das hipóteses. Chegamos a um novo tempo em que os dados devem servir para estruturar mais do que as estratégias de digitalização, também as de humanização do contato. Os dados precisam servir para entender o humano-consumidor. Sacar os sentimentos, coagular interesses com aquilo que o move, o desejo.
Anna Karina, diretora de marketing da Linx escreveu recentemente em um artigo que “o novo profissional de marketing deve estudar o comportamento do seu público, apostando forte no social listening (Monitoramento de Redes Sociais) para entender suas necessidades, dores e alegrias, compreender seus interesses e tipo de linguagem e, com suas mensagens, mostrar para ele que não é apenas um número, mas importante para a marca, parte de sua identidade e influente em suas mudanças e decisões. Desta forma, ele gera consumidores identificados com a marca, promovendo uma comunicação mais pessoal e afetiva, que gera uma conexão muito mais forte do que uma simples propaganda massificada”.
A fala da Anna deve ecoar. Quando permitimos isso, podemos compreender que no meio da velocidade, dos algoritmos, dos designs e formas, precisa imperar a compreensão para humanização. Se o desejo nos move a consumir, a humanização se torna estratégia para suprir o desejo humano do cliente, do consumidor. E para que isso aconteça, o marqueteiro precisa ir além do conhecimento de dados, do tráfego e da matemática, é preciso entender o humano. Humanização é colocar as características humanas no processo, no funil e na experiência. Quanto mais humanos formos, mas vendas faremos.
Por fim, chegamos a uma conclusão: o cliente chega com uma expectativa e ele precisa sair dali com uma experiência, seja no físico e no virtual. O marqueteiro que entender isso, já entendeu que estamos em um novo tempo, um tempo de entender pessoas.