Esses dias, conversando com um amigo próximo, se dizia: já há robô para atender, para entender, para limpar a casa, para ligar a TV, para pesquisar, para lembrar, para alertar sobre o que falta na geladeira e por aí vai. O drama que é gerado em função dessa Inteligência Artificial (IA) é em que medida ela substituirá a força, a mentalidade e o humano. Nelson Barbosa chega a dizer que “enquanto os robôs se humanizam, os humanos são robotizados. A era das máquinas já chegou e nós perdemos”. E então?
Recentemente vimos em matéria do Fantástico o avanço/chegada do ChatGPT, que são robôs, isto é, algoritmos que são usados em chats para imitar uma conversa humana. Assim, eles podem responder e interagir com seus usuários, automaticamente, usando inteligência artificial e aprendizado de máquina para solucionar dúvidas ou fornecer outras informações solicitadas. O ChatGPT tem a capacidade de gerar conteúdo de forma rápida e com impressionante precisão.
Podemos, a partir disso, pensar em dois caminhos: um mais otimista e outro mais pessimista. O otimista nos leva a pensar que com o ChatGPT, e sua velocidade, expertise, poderemos tornar tarefas rotineiras em algo que não precisemos mais despender horas para finalizar, como a criação de resumos de notícias, traduções, e até mesmo textos publicitários, notas e press releases para imprensa. Assim, em tese, poderíamos nos concentrar em trabalhos menos processuais e mais estratégicos.
O segundo, é pensar num recurso artificial que será capaz de suprimir todos os afazeres e capacidades humanas. Contudo, há algo que podemos, assim dizer, que nos faz únicos e distintos nesse contexto: os modelos de IA ainda não possuem a capacidade de substituir completamente as habilidades humanas. Nós temos a sensibilidade, a característica cognitiva de entender nuances, contextos, complexidade, sermos criativos e de nos conectarmos com o público de forma emocional. Isso, de fato, ainda me parece que esses robôs não são capazes de fazer.
Diante disso tudo uma pergunta: chegará o dia em que iremos nos relacionar com robôs ou já estamos nos relacionando? Talvez, já estejamos. Eles já são uma realidade presente no nosso cotidiano, no mercado e nos desdobramentos sociais. Todavia, o convívio com eles pode potencializar nossas habilidades e capacidades, fitos de que como pessoas somos distintos e possuidores de emoções, sentimentos, visões. Os robôs imitam os humanos. Os humanos são os protótipos dos robôs.
Nelson Barbosa tem razão? Talvez sim, talvez em parte. Será que já perdemos para as máquinas? As máquinas produzem, mas não sentem. O sentir do humano e suas emoções nos fazem insubstituíveis.