Na última terça-feira (19), chegou ao Instagram uma nova atualização, mas bem mais do que isso, chegou um aceno, um conceito de marketing e de redes sociais. Uma das novidades apresentadas pela plataforma foi o recurso de 'Collabs', em que dois perfis podem compartilhar a autoria de uma postagem no Feed ou vídeo do Reels.
Dessa forma, o conteúdo será disponibilizado para os seguidores das duas contas que realizaram a colaboração, combinando as curtidas e comentários. Para que seja possível adicionar os dois autores, é necessário que o segundo perfil aceite o convite para ser coautor da publicação, caso contrário a mídia aparecerá apenas no perfil principal de quem publicou.
Esse aceno tem um nome que transcende o “post colaborativo”, ou seja, estamos falando de marketing colaborativo. O marketing colaborativo, ou ainda, o marketing 4.0, como o próprio nome já diz, permite essa propagação do conteúdo por meio da colaboração dos indivíduos. Então, neste processo, a marca projeta a ação com seu público de interesse que são os próprios consumidores que compartilham as informações.
Essa forma de fazer marketing tem na sua essência impactar seu público e ajudar na progressão dos negócios pela via da colaboração. Agora, é preciso ter em mente que, tão importante quanto uma ação bem desenvolvida, é um produto final que também impacte o cliente.
Estamos falando, sobretudo, de um marketing para além de um produto, ou além de um preço, se trata de um marketing de valor pessoal, de uma conexão com pessoas. Se antes os influenciadores tinham importância, com esse recurso poderemos pensar numa relevância ainda maior. De uma forma direta e reta, o post colaborativo passa a ter uma dimensão integrativa de perfis, de marcas e de valores.
No Brasil, ainda que de maneira acanhada, as marcas/empresas já começaram a ter a consciência e investir em estratégias que alcance o emocional do cliente e desperte nele a genuína vontade de compartilhar para os amigos. O marketing colaborativo é a versão atual do que, lá atrás, a gente conhecia como a “propaganda boca a boca”. Agora, uma boca a boca digital.
O movimento que a plataforma vem fazendo na direção da integração, dos dados e das funcionalidades confirmam seu potencial no mercado digital e uma vez mais nos criadores de conteúdo. Podemos ler essa nova função como oportunidade para deixar de ser um perfil isolado, mas mirar em estratégias que fomentem a integração, a parceria, e ainda, a humanização da rede.
O trunfo dessa forma de fazer marketing é contar com seu cliente para ser colaborador da sua marca, da sua campanha e do seu conceito.