Essa foi a frase da semana no mercado de mídias sociais e digitais: o Instagram não é mais um aplicativo para compartilhar fotos. O anúncio vem através do chefe da rede social, Adam Mosseri, e levanta as pupilas dos estrategistas de marketing. Em um vídeo publicado em sua conta pessoal no dia 30 de junho, ele apresentou as novas apostas da plataforma que devem ser remodeladas ou lançadas em breve. As quatro arenas envolvem os criadores de conteúdo, vídeos, compras e a troca de mensagens.
“Nós não somos mais um app de compartilhamento de fotos. Em uma pesquisa, a primeira coisa que as pessoas dizem sobre como usam o Instagram, elas falam que é para entretenimento. As pessoas nos procuram para isso. Na última semana, eu compartilhei internamente nossos esforços em tentar nos guiar neste caminho, do entretenimento e do vídeo. Precisamos ser sérios, nós temos uma grande competição neste momento”, disse Mosseri.
O chefe acrescentou em citação especifica: “O TikTok é enorme, o YouTube é ainda maior e também está dando passos altos. As pessoas estão olhando o Instagram buscando entretenimento e temos uma grande competição, e nós precisamos abraçar isso. O que quer dizer que teremos mudanças”, afirmou.
Ao mesmo tempo que o anúncio parece impactar, por outro lado, parece não ser novo, quando paramos para observar no que se tornou a rede social dos últimos tempos. As mutações dos algoritmos e a própria reformatação da rede já a colocam bem longe do objetivo primitivo baseado na relação a partir do compartilhamento de fotos.
Isso fica claro quando notabilizamos a seção de stories e reels que trazem um outro tipo de dinamismo para a plataforma. Cobiçada absurdamente pelo mercado, hoje o Instagram é mais do que ferramenta, mas um órgão “vital” para muitas marcas, empreendimentos e negócios.
A reconfiguração da plataforma baseada na informação divulgada é expressiva, pois revela uma tendência baseada na substituição gradual dos feeds estáticos pelas imagens com som e movimento. A era do compartilhamento de fotos quadradas, como classificou o chefe, está se tornando ultrapassada. Por hora, percebe-se que o influenciador digital de um futuro breve será aquele capaz de dominar o público não só com conteúdo de qualidade, mas com habilidade em frente à câmera de vídeo acompanhado do desejo de aparecer.
As novidades da rede projetam, sobretudo, uma rede mais humanizada e entretida. E esses dois objetivos vêm acompanhados de um outro, a autenticidade — compartilhar a própria identidade, o próprio rosto e a própria realidade. Aguardemos para ver o futuro que parece chegar bem breve. Enquanto isso, comecemos a remodelar as estratégias e os desejos por câmera, som, áudio e muito movimento.