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Redes Sociais

No Instagram não se vende com preço e produtos, mas com relacionamento

Empatia e relacionamento são dois termos que, mais do que nunca, nesse momento assumem relevância para se diferenciar num ambiente repleto de informações, marcas e influenciadores

Publicado em 21 de Maio de 2020 às 05:00

Públicado em 

21 mai 2020 às 05:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

Compras pelo Instagram: qual é a melhor forma de se relacionar com possíveis clientes? Crédito: Divulgação
A pandemia que expandiu as redes sociais e definiu o ambiente virtual como um ponto de venda por excelência também se encarrega de exigir ainda mais estratégias de empatia para com o consumidor, seguidor e futuro cliente. Por isso, hoje vamos evidenciar três pontos que tendem a ajudar no fomento das vendas da sua conta do Instagram, através de ações simples.
O crescimento de pessoas usando a rede social é significativo. Via de regra, a comunicação com essas pessoas também precisa ser significativa. Não existe comunicação para todos. Aliás, ninguém gosta de ser tratado como “todos”, uma vez que cada um é único, com comportamento único, com reações únicas.
Assim, o primeiro ponto da nossa conversa se dá sobre aqueles que entram na sua conta, apenas para perguntar preço. Primeiro, se esse pedido é feito nos comentários do seu feed, convide ele para um cantinho mais reservado para você entender o que ele precisa: o direct. Ali é o contato direto com aquele que já manifestou interesse. Evite responder no próprio comentário. Quando você o leva para o direct, você inicia com ele um relacionamento, e no relacionamento você passa a entender para depois atender.
O segundo ponto: antes do relacionamento começar, é entrar no perfil dessa pessoa (se for aberto), e pelas fotos, postagens e stories perceber um pouco do seu gosto, de onde ela está. Depois, observe como ela conversa com você: se ela for mais formal, seja mais formal; se ela usa muitos emoticons, use também; se ela usar áudio, use também. Isso fará você se aproximar da realidade dela, e o tratamento será único, tal como ela deseja ser tratada. Depois disso, não responda o preço. Antes, fale do valor do produto, das qualidades.
Por fim, o terceiro ponto diz respeito ao preço em si. Bom, já há comprovação científica que os produtos com terminações em 7, ou seja, ao invés de ser R$ 9,99 ser R$ 9,97, converte mais. Isso porque ele está no meio termo do 5 e do 9, neurologicamente falando. Assim sendo, vale destacar um outro detalhe: se o seu produto oferece um preço mais alto, responda com o preço da parcela, isso pode ser um gatilho. Como brasileiros, temos uma cultura e um comportamento de consumir mais a prazo do que à vista. E então, por fim, informe a ele o preço cheio.
Empatia e relacionamento são dois termos que, mais do que nunca, nesse momento assumem relevância para se diferenciar num ambiente repleto de informações, marcas e influenciadores. Instagram virou sua nova loja (física). Há clientes que só entram e perguntam o preço. Esses equivalem aos que entram na sua conta e fazem isso nas publicações.
Há os que entram, perguntam o preço e o bom vendedor percebe o interesse e busca entender mais para apresentar o produto ideal (esses são os que entram e você desenvolve uma conversa no direct). Há outros que, por um detalhe que às vezes é até emocional, vão para onde o desejo os leva, mas não têm condições financeiras ou não é aquilo que buscam, e saem sem comprar (esses são os que param de responder ou terminam a conversa). Por fim, temos os clientes que entram e, ao terem contato com o valor, compram e satisfazem o desejo.
Atenção: estamos vivendo um tempo novo. Surgirão novos consumidores. Acompanhemos e, ao entendê-los, perceberemos que talvez a forma como eu comunico deve mudar. Outrossim, precisamos equacionar nossas vendas com as experiências. Ofereça experiências, e serás lembrado. Ofereça experiências e serás desejado. Ofereça experiências e você satisfará desejos com o valores que apresentou.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

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