Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pandemia

Qual será o novo normal do mundo após a pandemia do coronavírus?

Podemos dizer que o novo mundo que está sendo fermentado neste momento vai gerar uma nova massa social, com comportamentos, estilos e modo de ser totalmente diferentes

Publicado em 23 de Abril de 2020 às 05:00

Públicado em 

23 abr 2020 às 05:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

Coronavírus e uma nova forma de comunicação
Coronavírus e uma nova forma de comunicação Crédito: Divulgação
Essa pergunta pode estar lhe acompanhando há algumas semanas. Aliás, acho que nunca refletimos tanto sobre “como será o depois” como nesses tempos de pandemia. Pensar no futuro pode não ser só uma prática de ansiosos, mas de estrategistas, empreendedores, idealistas e por aí vai. Podemos dizer que o novo mundo que está sendo fermentado nesse momento vai gerar uma nova massa social, com comportamentos, estilos e modo de ser totalmente diferentes.
Acompanhando um pouco dos noticiários nesses dias, pude ver como está sendo difícil para alguns casais ficarem em casa, juntos, confinados nessa quarentena. Fala-se até de um alto número de divórcio nesse período. Sinal que as relações humanas estão passando por mutações desde já. Nunca nos encontramos tanto com a gente, como nesse tempo. Nunca tivemos tantos incômodos.
Digo ainda que o momento de confinamento, além de evidenciar a força motriz da internet, como já tratamos na quinta-feira passada, também está explicitando o valor das relações humanas, o valor da presença, do tato, do contato, do cheiro dos amigos, vizinhos, parentes, enfim.
Para mim, o coronavírus, embora esteja gerando uma sociedade ainda mais virtual, por outro lado revela que não dá para viver somente tocando na tela, isso gera patologias. Precisamos do contato das pessoas muito além daquelas salvas na agenda do telefone. Precisamos da presença delas. Se olharmos a resposta das pessoas em função da pergunta: "o que você vai fazer depois da quarentena?”, é unânime: vou fazer cabelo, vou ver minha mãe, vou sair, vou jogar bola. Veja: a resposta é para além do digital. Talvez, usemos o celular para registrar esse momento e compartilhar nos stories, mas o contato entre as pessoas vai ser outro.
Assim percebo que o novo normal que desponta vai mudar a nossa relação com o digital. As festas com os amigos, com os colegas de trabalho, o abraço... Tudo isso será mais que um valor, vai ser necessidade gerada nesse momento. Não será mais suportado uma comunicação engessada e simplesmente disparada. Vamos ter que encontrar uma forma da comunicação, ter cheiro de gente, ter textura humana, ou seja, minha comunicação vai precisar assumir uma fisionomia ainda mais humana.
Em paralelo, vamos ver novos formatos de comércio emergindo. O comércio digital já está se fortalecendo e a praticidade vem ocupando o seu lugar nas relações de compra e de comportamento do consumidor. Também veremos que os dados serão ainda mais necessários. É chegado o tempo das marcas saberem decifrar essas tendências para responder com campanhas à altura. Ainda assim, imagino que a grade lição que podemos tirar nesse momento é que as mudanças são constantes e as estratégias não podem ter formato de “para sempre”.
É um novo mundo que desponta. Não temos realidade, temos hipóteses, cenários. Dentro de cada um nasce um novo ser e não sabemos como ele vai andar, como ele vai conversar, como ele vai ser. Estamos todos renascendo, inclusive deve renascer uma nova comunicação, uma nova forma de mensagem, para conversar com esse mundo.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Gabriela Sartório morreu após ser atropelada enquanto pedalava
Morre ciclista atropelada por motorista que confessou ter bebido em Vitória
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
A WN7 é o primeiro modelo elétrico de grande porte da Honda.
Moto elétrica da Honda é premiada como melhor design de produto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados