Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Desinformação

TikTok: 20% dos vídeos recomendados na busca do aplicativo são fake news

Pesquisa da  empresa de segurança NewsGuard buscou, no mecanismo do próprio TikTok, por vídeos que tratassem de assuntos de proeminência nos veículos de imprensa

Publicado em 22 de Setembro de 2022 às 00:05

Públicado em 

22 set 2022 às 00:05
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

As notícias falsas têm, de certa forma, “conquistado” nossos dias e nosso cotidiano. Elas representam ideias, ideologias, convicções, crenças e estão presentes, sobretudo, no universo digital, pela força do algoritmo, com seu mecanismo de busca e de indicação. As fake news moram nas bolhas que habitamos, a partir do que mais curtimos, mais desejamos e mais compartilhamos.
Hoje, trago o resultado de um estudo recente apontando que o uso do TikTok como ferramenta de busca por conteúdo noticioso vem aumentando e, com ele, a abrangência da desinformação: de acordo com um levantamento conduzido pela empresa de segurança NewsGuard, as buscas feitas no aplicativo de vídeos curtos acabam recomendando material cheio de desinformação – ou “fake news”, no termo popular – cerca de 20% do tempo.
De acordo com o relatório divulgado, a NewsGuard analisou 540 vídeos, dos quais 105 foram classificados por ela como “conteúdo contendo informações falsas”. O grupo desempenhou a pesquisa ao buscar, no mecanismo do próprio TikTok, por vídeos que tratassem de assuntos de proeminência nos veículos de imprensa em setembro.
Executivos do próprio Google reconheceram recentemente que o TikTok vem se tornando o mecanismo de busca padrão da geração Z (pessoas nascidas entre 1995 e 2005, na transição da era digital) – efetivamente atrapalhando a hegemonia do próprio Google no campo de informações da internet em todos os aspectos: Busca, YouTube, Maps, Notícias…o TikTok conta com algum resultado em qualquer um destes pilares, razão pelo qual a situação se torna problemática.
O que isso significa? Essa é a pergunta. Recentemente eu dizia em artigo, aqui em A Gazeta, que hoje, existem influencers para tudo e para todos, e isso é crescente. Todos viram na internet um espaço de exposição de si mesmo, das suas ideias, das suas crenças e suas carências. Assim, nota-se em gênero inúmeras pessoas gastando energia para defender a suas verdades frente às outras para ganhar likes, engajamentos e envolvimento. Nunca na história tantas pessoas gastaram tanta energia para terem razão.
A questão é que danças, humor, sátiras, estão a serviço da desinformação. Estamos falando de um público bastante jovem que se informa (e não se forma) a partir das redes sociais. Por outro lado, não é de hoje que o marketing digital, voltado para o engajamento de apoiadores nas redes sociais, está no centro da estratégia política.
Carecemos de regulamento? Carecemos de legislação? Carecemos de consciência?

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quer ganhar massa muscular? Veja 10 receitas com peixe ricas em proteínas
Imagem de destaque
Empresário é sequestrado em Cariacica e obrigado a sacar R$ 9 mil em Vila Velha
Trecho será fechado por uma hora para obra de duplicação; operação depende das condições climáticas
BR 101 será interditada nesta quarta (22) para detonação de rochas em Iconha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados