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"Juízo Final"

Após nomeá-los, Arnaldinho exonera parentes de vereadores e de secretário

Nesta sexta-feira (12), prefeito de Vila Velha demitiu, numa tacada só, comissionados que ele mesmo havia nomeado e que têm algum grau de parentesco com outros agentes políticos da cidade

Publicado em 13 de Março de 2021 às 16:18

Públicado em 

13 mar 2021 às 16:18
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo Crédito: Divulgação/Assessoria
Esta sexta-feira (12) foi o dia do "Juízo Final" para parentes de vereadores e de outros agentes políticos lotados na Prefeitura de Vila Velha. Por meio de atos publicados no Diário Oficial do município, o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos) exonerou  alguns servidores que ocupavam cargos comissionados na administração municipal e que haviam sido nomeados por ele mesmo no início do mandato (ou seja, voltou atrás nas nomeações). Entre os exonerados, destacam-se quatro assessores que têm vínculo familiar com vereadores aliados do prefeito, além da esposa do seu secretário de Meio Ambiente, Ricardo Klippel Borgo. A exoneração conjunta atendeu a uma recomendação da Procuradoria Geral de Vila Velha, o órgão jurídico da própria prefeitura.
Cargos comissionados são aqueles que dispensam aprovação em concurso público e que podem ser preenchidos livremente pelo prefeito, a critério dele.
A demissão em bloco atingiu inclusive o irmão do presidente da Câmara de Vila Velha e presidente municipal do partido de Arnaldinho, Bruno Lorenzutti (Podemos). Bruno é um dos maiores aliados do prefeito. Seu irmão, Giuliano Rodrigues Lorenzutti, por nomeação do prefeito, ocupava o cargo comissionado de  coordenador de Posturas Municipais, na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Não ocupa mais. A secretaria em questão é comandada pelo vereador licenciado Anadelso, também filiado ao Podemos e nomeado pelo prefeito no início de janeiro. 
A vaga de Anadelso na Câmara foi preenchida pela 1ª suplente do Podemos, Sabrina Leonel. A enteada da vereadora, Luana Couto Leonel, havia sido nomeada por Arnaldinho para o cargo comissionado de assessora técnica II da Secretaria Municipal de Administração. Mas também acaba de perder o cargo. 
Também foram exonerados dois parentes de vereadores cujas nomeações já tinham sido noticiadas aqui: Edvaldo da Silva Vaz, pai do vereador D'Orleans Sagais (PV), perdeu o cargo de assessor adjunto da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Já Priscila Crizanto da Silva, irmã da vereadora Patrícia Crizanto (PSB), deixou de ser assessora técnica II da Secretaria Municipal de Saúde.
Já Paula Costa Brandão, esposa do secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Klippel Borgo, tinha sido nomeada por Arnaldinho para o cargo de coordenadora de Tributos Mobiliários da Secretaria Municipal de Finanças. Também foi exonerada nesta sexta-feira.

BRUNO LORENZUTTI SOBRE O IRMÃO

Procurado pela coluna, o presidente da Câmara, Bruno Lorenzutti, informou que o irmão dele é servidor concursado da Prefeitura de Vila Velha, efetivo desde 2008, e que retornará às funções originais como agente municipal de fiscalização, em entendimento com a prefeitura, para evitar qualquer tipo de problema, ainda que não  houvesse impedimento legal para que ele atuasse no cargo comissionado de coordenador de Posturas Municipais.
"Mesmo tendo entendimentos de que não teria problema por ele ser servidor efetivo, ele optou pela saída, em conjunto com a administração", declarou o presidente da Câmara, sobre o irmão. "Ele volta ao cargo original de agente de fiscalização pública e continuará a ajudar a gestão do prefeito."

"Procuradoria Geral do município tem entendimento de vanguarda"

Demandada pela coluna neste sábado (13) para explicar os motivos das exonerações, a assessoria da Prefeitura de Vila Velha declarou que o prefeito Arnaldinho Borgo desconhecia eventual grau de parentesco dos nomeados e que decidiu exonerá-los seguindo "orientação informal" e "entendimento de vanguarda" de sua Procuradoria Geral. A assessoria nos enviou a seguinte nota: 

"A Prefeitura de Vila Velha informa que as exonerações se deram por orientação informal da Procuradoria Geral do município, que possui entendimento de vanguarda quanto à nomeação de familiares de agentes políticos da Câmara Municipal de Vila Velha no Poder Executivo. O tema é controvertido na jurisprudência, porém, como esta administração prima pelos princípios da moralidade e impessoalidade, seguiu-se a orientação informal da Procuradoria Geral. A autoridade nomeante [isto é, o prefeito] deu liberdade aos secretários para montarem suas equipes, desconhecendo eventual grau de parentesco de nomeados. A administração enaltece que as nomeações na PMVV seguem critérios técnicos e de experiência, objetivando a eficiência e resultados, com qualidade dos serviços e obras."

O que diz a Prefeitura de Vila Velha?

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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