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Prazo prorrogado

Capitão Assumção ganha mais dez dias úteis para apresentar defesa à Corregedoria da Assembleia

Enquanto isso, o deputado já cogita candidatar-se a prefeito de Vitória: "Estou à disposição". Diz que seguirá apoiando Bolsonaro mesmo se presidente sair do PSL, mas que ele mesmo deve continuar no partido por questões legais

Publicado em 14 de Outubro de 2019 às 20:09

Públicado em 

14 out 2019 às 20:09
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Capitão Assumção é deputado estadual pelo PSL Crédito: Lissa de Paula/Ales
O deputado estadual Capitão Assumção (PSL) ganhou mais dez dias úteis para apresentar a sua defesa preliminar à Corregedoria da Assembleia Legislativa, no processo por quebra de decoro parlamentar instaurado contra ele por iniciativa da Procuradoria Geral da Casa.
O prazo inicial para apresentação da defesa vencia nesta segunda-feira (14). Mas o advogado de Assumção, Marcelo Nunes, solicitou prorrogação do prazo por mais dez dias úteis. O relator do processo, deputado Euclério Sampaio (sem partido), atendeu ao pedido. Assim, Assumção agora pode apresentar a sua defesa à Corregedoria até o dia 28 de outubro.
O advogado do deputado explica que solicitou a extensão do prazo porque só foi constituído na última sexta-feira (11), sem tempo suficiente para formular a defesa do cliente. Questionado pela coluna, ele disse ainda não ter elementos para adiantar as linhas de defesa que adotará. “Ainda nem conversei com ele [Assumção]”, contou Nunes.
O Código de Ética e Decoro Parlamentar, incorporado ao Regimento Interno da Assembleia, prevê, no artigo 294, que “discursos que contenham incitação à prática de crimes” são considerados “atentatórios contra o decoro parlamentar”.
Em princípio, ao encomendar um assassinato da tribuna da Assembleia, Assumção pode ter exatamente incitado a prática de um crime – no caso, a prática de um homicídio doloso para vingar outro.
Por isso, a Procuradoria Geral solicitou à Corregedoria que apure possível quebra de decoro por parte de Assumção. O presidente da Corregedoria, deputado Hudson Leal (Republicanos), formou uma comissão de três deputados, tendo Euclério como relator, para decidir sobre o processo de Assumção após receber a sua defesa. Os outros dois integrantes são Rafael Favatto (Patriota) e Torino Marques (PSL).
Assumção já disse que não se arrepende do teor do discurso que lhe rendeu o processo e, em entrevistas, reiterou a oferta, dizendo que, se pudesse, dobraria a recompensa.

ELEIÇÕES 2020: VITÓRIA

Sobre a possibilidade de concorrer a prefeito de Vitória, Assumção afirma à coluna que está à disposição do PSL. No último dia 5, apoiadores do deputado fizeram uma carreata pelas ruas de Vitória em solidariedade a ele. Alguns carros levavam um adesivo com o seguinte slogan: “A Capital tá com Capitão”.
Cartaz colado em veículos que participaram da carreata mostra Assumção segurando uma arma Crédito: José Carlos Schaeffer
“Sou partidário. O nosso nome está sempre colocado à disposição. Na eleição municipal anterior, em 2016, vim candidato a vereador porque havia necessidade de o grupo montar uma chapa bacana. O grupo precisava de um nome. Meu nome está colocado dentro do partido, à disposição.”
"Acho que ainda está cedo, e nosso trabalho aqui na Assembleia é para o Estado. Mas, se o partido entender que o nosso nome deva vir como candidato, vamos entrar para ganhar"
Capitão Assumção (PSL) - Deputado estadual

E SE BOLSONARO SAIR DO PSL?

Entre os 30 deputados estaduais, Capitão Assumção é o mais identificado com o presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, voltou a crescer a especulação de que Bolsonaro pode se desfiliar do PSL. Nesse caso, o que o deputado fará? Ficará ou não no partido pelo qual se elegeu para a Assembleia em 2018?
Ele responde que continuará apoiando Bolsonaro, mas,  por impedimento legal, não poderá se desfiliar imediatamente do PSL.
“Para mim é um privilégio estar na Assembleia, liderando o partido que endossou o presidente. Agora, estarei mentindo se eu falar para você que, se ele sair, eu saio também. As nossas situações são diferentes. Ele pode, eu não posso. Se eu sair, a coligação vai exigir o mandato. Então minha situação é complexa. Independentemente da agremiação, vou sempre apoiar o Bolsonaro, mas vou fazer uma consulta para não perder o mandato. Não posso sair imediatamente.”
Os tribunais superiores entendem que, no caso de mandatários eleitos pelo voto majoritário (presidente, senadores, governadores e prefeitos), o mandato pertence ao mandatário. Já no caso daqueles eleitos pelo voto proporcional (deputados federais, deputados estaduais e vereadores), o mandato pertence ao partido ou coligação.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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