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Entrevista exclusiva

Casagrande explica o que pretende com mudanças no governo

Governador afirma que Tyago Hoffmann, mesmo deslocado da coordenação-geral do Governo, continuará fazendo parte do núcleo que toma as decisões mais estratégicas

Publicado em 01 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

01 mar 2021 às 02:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Casagrande prestigia Tyago Hoffmann
Casagrande prestigia Tyago Hoffmann Crédito: Amarildo
Em entrevista exclusiva à coluna, o governador Renato Casagrande (PSB) explica o que pretende com a reforma do secretariado iniciada por ele na última quinta-feira (25), com a escolha do ex-prefeito de Viana Gilson Daniel (Podemos) para ser seu novo secretário de Governo, no lugar de Tyago Hoffmann (PSB), que assume uma secretaria resultante da fusão da pasta de Ciência e Tecnologia com a de Desenvolvimento.
Corrigindo uma informação incluída em nossa análise publicada aqui neste domingo (28), o governador afirma que Tyago Hoffmann continuará fazendo parte do núcleo muito seleto que toma as decisões mais importantes do governo. Ou seja: podemos concluir que o secretário tende a acumular ainda mais poderes do que já tinha.
“Não é só o cargo e a função que a pessoa ocupa que a coloca no núcleo mais próximo às nossas decisões de governo. O Tyago não será mais secretário de Governo, mas, onde ele estiver, em qualquer secretaria que ele tivesse assumido, ele continuaria no núcleo [decisório] do governo.”
Confira, na íntegra, a primeira parte da reveladora entrevista de Casagrande:

O senhor afirma que o secretário Tyago Hoffmann, mesmo saindo da Secretaria de Governo, continuará no “núcleo do governo”. Refere-se ao núcleo decisório, o chamado “núcleo duro político”?

Isso. Por sua história, pela confiança que temos no trabalho dele e por sua competência. Então, ele continuará no governo, na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, mas continuará fazendo parte do núcleo de governo. Eu não vou perder essa contribuição dele.

Em outras palavras, o Tyago Hoffmann continuará no centro nervoso do governo, aquele que também reúne Davi Diniz, Valésia Perozini e Flávia Mignoni?

Isso. E agora também o Gilson Daniel, como secretário de Governo. Então o Tyago continuará participando diretamente das decisões mais importantes do governo em todas as áreas.

Nesse caso, então, o Tyago Hoffmann talvez se torne um supersecretário mesmo, ainda mais importante do que ele já era na hierarquia do governo, uma vez que, além de não perder essa participação que já tinha no núcleo decisório, ele ainda vai acumular aqueles novos poderes inerentes a essa nova pasta, não?

Eu não vou tratar de “supersecretário” porque a gente não vê diferença entre um secretário e outro, está certo? Mas o Tyago, pela sua convivência comigo e pela confiança que tenho nele, eu não posso perder a contribuição dele nos temas estratégicos do governo. Tem temas estratégicos em que não vou perder a contribuição do Tyago e a sua opinião. Não vou tratá-lo como “supersecretário”, mas ele, politicamente, não perde essa participação. A secretaria que ele assumiu é uma secretaria muito importante. Quando eram duas secretarias, já eram secretarias importantes. A união das duas vem para fortalecer a nossa visão de que temos que continuar fortalecendo muito a economia tradicional do Estado, mas temos que dar um salto em termos de incorporação de novas tecnologias, de inovação no processo produtivo. Então essa mexida que a gente dá fortalece essa visão que o governo quer implementar junto ao setor produtivo capixaba.

O que o senhor espera do Tyago Hoffmann no comando dessa nova secretaria? O que deseja que ele agregue?

Que ele agregue dinamismo, a relação que ele tem com a sociedade capixaba e resultados, porque nós não perdemos nenhuma das pessoas que estão dando uma grande contribuição ao Estado. O Marcos Kneip (agora ex-secretário de Desenvolvimento), que era um extraordinário secretário, continuará contribuindo no Bandes, até porque o Bandes vai mudar o seu perfil. Vai se voltar para ser de fato uma agência de desenvolvimento do Estado. Vai continuar financiando projetos importantes, mas vai também capturar novos investimentos, novos investidores, facilitar e criar um bom ambiente de negócios. Então o Bandes será uma peça fundamental para o nosso desenvolvimento. O Munir Abud (novo diretor-presidente do Bandes) e o Marcos Kneip estão assumindo lá agora. O Marcos já tem muita experiência nessa busca de novos empreendimentos. E de novos investimentos para o Estado e vai exercer isso lá. Enquanto isso, a Cristina [Cristina Engel Alvarez, agora ex-secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação], que tem um perfil muito acadêmico, assume uma área que é muito do perfil dela, que é a Fapes. E o Denio [Denio Rebello Arantes, agora ex-diretor-presidente da Fapes] vem para ajudar o Tyago nessa área de inovação, onde recebe muitos elogios. Então as peças que nós mexemos foram trocadas para que trabalhem em áreas mais afins às suas características.

E nenhuma saiu do tabuleiro, não é?

Nenhuma saiu do tabuleiro. E nós encaixamos melhor ao perfil de cada uma.

Agora tratando de uma peça que entrou nesse tabuleiro, que é o Gilson Daniel, o que o senhor espera dele agora à frente da Secretaria de Governo? O que espera que ele aporte à pasta?

O Gilson Daniel é uma figura que tem experiência de gestão. Ainda é uma pessoa jovem, mas com boa experiência de gestão. Se incorpora ao nosso projeto administrativo, para que me ajude no governo como um todo, para que a gente ganhe cada vez mais velocidade. Nosso governo está com muita velocidade. Mas a vinda do Gilson é para isso, ele terá o papel de dar velocidade às nossas decisões. É o papel que o Tyago tinha e teve até agora. Então é mais uma pessoa que se incorpora à gestão com muita capacidade de ajudar a gente a produzir resultados paraa sociedade capixaba. Além disso, o Gilson terá condições de se relacionar com os municípios e com os dirigentes municipais. A Secretaria de Governo vai me acompanhar no debate com os prefeitos e que vai ajudar também a estabelecer as relações com os municípios do Estado, até porque o Gilson ainda é o presidente da Amunes e construiu boas relações com os muniípios. Então me ajudará também na interlocução com os municípios capixabas.

Tem mais mudanças a caminho no 1º escalão?

Pode ter. Por que eu digo “pode”? Porque hoje não decidi completamente. Mas deciso nesta semana.

Alguma que o senhor possa nos adiantar, que já esteja na agulha?

Ainda não. Você já adiantou uma, que é o [procurador-geral do Estado] Rodrigo de Paula, mas essa mudança é só em abril. E não é decorrente de uma necessidade do governo. Ele tem um escritório ao qual quer dedicar uma parte do tempo, então ele pediu. No lugar dele, entra o Jasson…, que é outra pessoa muito boa e também muito competente. Tirando isso, não vou adiantar nada porque, se você adianta, você expõe as pessoas. Mas poderei fazer, sim, mais mudanças.

E além do Podemos, que é presidido no Estado pelo Gilson Daniel, quais partidos deverão entrar no seu 1º escalão?

Não. Não estou fazendo as mexidas pensando em partidos. E qualquer outra mexida que eu fizer, também não vou pensar em partidos. A mexida que estou fazendo no governo não tem um componente partidário. Tem um componente de melhoria e de busca de ajustamento de equipe para que a gente possa produzir mais resultados ainda. Não tenho compromisso com partidos não.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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