O governador Renato Casagrande (PSB) confirma que o presidente nacional do seu partido, Carlos Siqueira, o convidou para disponibilizar seu nome como pré-candidato à presidência da República pela sigla em 2022. Casagrande encara o convite como “natural”, por sua história no partido e por todos os mandatos exercidos por ele pelo PSB, incluindo o primeiro e o atual como governador do Espírito Santo.
“O Carlos Siqueira de fato me fez o convite para que eu pudesse colocar meu nome como pré-candidato a presidente da República. É um convite natural. O PSB quer projetar suas lideranças, quer colocar seus nomes em evidência. Este ano é o ano de os partidos colocarem suas candidaturas. É natural isso. Eu já sou governador pela segunda vez. Tenho história dentro do partido. Tenho mandatos também exercidos todos dentro do partido. É natural, então, que o partido olhe o meu nome como uma possibilidade para que o partido discuta na mesa a eleição de 2022.”
Atualmente, Casagrande é o secretário-geral do PSB nacional e um dos dois únicos governadores filiados à legenda. Partido de centro-esquerda, o PSB pode integrar uma frente eleitoral que unifique várias siglas desse campo político-partidário em torno de uma mesma candidatura presidencial no ano que vem – conforme defende o próprio Casagrande.
O governador diz que se sente grato e honrado pelo convite feito a ele por Siqueira, mas que não tem condições de tratar desse assunto neste ano. A pauta eleitoral, segundo ele, só será discutida por ele em 2022.
"Eu, naturalmente, agradeço. Agradeci muito o convite, fiquei honrado com o convite feito pelo presidente do partido. Mas disse também ao presidente que não tenho condições de tratar de questões eleitorais neste ano. Neste ano o partido pode tratar de questões eleitorais. Eu é que não posso."
"Este ano é um terceiro ano de mandato de governador e, além disso, estamos vivendo uma pandemia que assusta todo mundo. Só hoje foram mais de 1.900 mortes no Brasil todo. Então eu não tenho condições de tirar o meu foco dessas questões. Então as questões eleitorais eu vou discutir no ano que vem. Se eu vou ser candidato a alguma coisa… se for, em qual função. Mas cabe ao partido. O partido tem direito de levar e fazer o debate sobre os nomes. Compreendo que esse seja o papel do partido. Mas eu, neste momento, tenho que focar aqui na gestão do governo e na gestão da pandemia."