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Vitor Vogas

Casagrande segura Rigoni por uma mão e Majeski pela outra

Punido e sentindo-se perseguido pelo partido, Rigoni decidiu sair do PSB. Já Sergio Majeski pode trocar o partido do governador pela Rede para concorrer à Prefeitura de Vitória

Publicado em 17 de Setembro de 2019 às 16:27

Públicado em 

17 set 2019 às 16:27
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Casagrande, Rigoni e Majeski Crédito: Amarildo
O governador Renato Casagrande disse ontem, à coluna, que trabalhará pessoalmente para evitar duas possíveis baixas de políticos que chegaram ao PSB sob o manto da “renovação política”: o deputado federal Felipe Rigoni, cuja saída do partido é iminente, e o deputado estadual Sergio Majeski, cuja desfiliação tem sido cogitada.
“Eu trabalharei para que eles fiquem. Eu sempre trabalho para que as pessoas possam ficar no partido. Tanto um como o outro, eu trabalharei para que fiquem. Mas saberei respeitar e conviver com qualquer decisão que eles tomarem.”
No caso de Rigoni, a decisão já está tomada pelo parlamentar e parece difícil de reverter. O deputado federal de 28 anos, que estreou este ano em mandatos eletivos, indignou-se e rebelou-se contra a punição imposta a ele pela direção nacional do PSB por ter votado a favor da reforma da Previdência na Câmara, contrariando orientação da cúpula partidária. Em retaliação pela “rebeldia”, Rigoni foi suspenso, por um ano, das atividades nas comissões do Congresso em que ele tem (ou tinha) assento por indicação do PSB.
Agora, Rigoni acionou a Justiça para poder sair do PSB sem perder o mandato parlamentar, sob a alegação de "grave perseguição política".
Para Casagrande, mesmo que Rigoni saia do partido, a boa relação política entre eles será preservada.
“Felipe Rigoni é jovem, mas é muito maduro. Sabe o que está fazendo. Eu vou tentar convencê-lo a ficar. Mas a minha relação com Felipe não está presa à sua filiação partidária. Se ele ficar filiado ao partido, ótimo, vou ficar muito feliz. Se não ficar, também vou ter com ele uma relação de construção de um projeto político para o Estado e para o país.”
O caso de Majeski é diferente. A troca de sigla, se ocorrer, será por motivação eleitoral. Majeski está animado em ser candidato a prefeito de Vitória no ano que vem. O PSB, no entanto, tem uma aliança forte com o PPS, partido do atual prefeito, Luciano Rezende, que tem como pré-candidato o deputado estadual Fabrício Gandini.
Se o PSB, por exemplo, preferir apoiar Gandini a lançar candidato próprio, Majeski ficará a ver os navios do Porto de Vitória. Para garantir candidatura, estuda migrar para a Rede Sustentabilidade, onde teria legenda garantida para entrar nessa disputa.
Mesmo preferindo a permanência do deputado – filiado por ele ao PSB em 2018 –, Casagrande afirma que o destino de Majeski está nas mãos do próprio.
“Sergio Majeski também é um líder importante. E ele também tem o seu destino nas suas mãos. O que ele fizer terá o meu respeito. Ao PSB, a orientação que tenho dado é que converse com todos, dê oportunidade a todos e tenha clareza na relação, para que a decisão que o partido tome, ou que um dirigente, um filiado ou um líder como Majeski tome esteja embasada totalmente em conversas transparentes. Então cabe ao Sergio tomar a decisão que julgar adequada.”

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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