Conforme o colunista Leonel Ximenes publicou na manhã desta quarta-feira (31), o senador Fabiano Contarato está de saída da Rede Sustentabilidade. Em nota enviada à imprensa por sua assessoria, ele mesmo confirma que decidiu se desfiliar do partido de Marina Silva, mas afirma que ainda não se decidiu sobre nova filiação. Entretanto, a coluna apurou que há chances muito fortes de o próximo destino de Contarato ser o Partido dos Trabalhadores. O PT não só fez um convite formal ao senador como está se empenhando fortemente para tê-lo em seus quadros, numa articulação que passa por Brasília e por uma reacomodação de forças políticas visando às eleições gerais de 2022.
Da direção estadual à cúpula nacional do PT, o partido já estendeu o tapete literalmente vermelho para Contarato, que também é professor de Direito e delegado da Polícia Civil do Espírito Santo. Senadores do PT por outros Estados, como Humberto Costa (PE), também já conversaram com ele e o convidaram a entrar na sigla.
Entre líderes locais do partido, o desejo de filiá-lo é grande, assim como a expectativa de que ele aceite o convite. No entanto, dirigentes petistas estão tratando o tema com extrema cautela e respeitando o tempo de Contarato, a quem cabe inteiramente a decisão – até porque ele também tem convites de outras agremiações de esquerda.
Por determinação da direção nacional do PT, o Diretório Estadual deliberou sobre o convite a Contarato em reunião no sábado retrasado (20). Nessa reunião, foi escalada uma comitiva com o objetivo específico de tratar do assunto com o senador. O convite da direção estadual foi formalizado a ele em reunião virtual com líderes petistas, na última segunda-feira (29).
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também participa da articulação, e havia a expectativa de que, ainda nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonasse para Contarato, a fim de reforçar o convite.
Segundo uma fonte do PT do Espírito Santo que participa dessa força-tarefa, o “namoro” do partido com Contarato vem se desenrolando há cerca de dois meses. E o projeto do PT para o senador seria lançá-lo ao governo do Estado pela legenda, num palanque com Lula, em 2022. Mas isso é uma outra etapa das conversações. Primeiro ele precisa se filiar. E, para isso, só o que falta é o seu "sim".