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Cordel Político

Cordel Político: Morte e Vida Bolsonarina

Era "gente como a gente" / Mas veio a pandemia / O povo caiu doente / E ele, enquanto isso, ria / Negando o que é evidente: / "Histeria", "fantasia" / Debochado e indiferente / À sua gente em agonia

Publicado em 05 de Abril de 2021 às 02:00

Públicado em 

05 abr 2021 às 02:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Crédito: Amarildo

Disse que era "liberal"
Mas isso é pura lenda
O Guedes teria aval
Pra tocar essa agenda
Mas o "tá ok" total
Veio cheio de emendas
As reformas, coisa e tal
Essa pauta não engrena

Se o ministro era o Posto
Bolsonaro não é frentista
O governo tem seu rosto
E a cabeça é estatista
O mercado, com desgosto,
Enfim entendeu as pistas:
Tava claro, né, seu moço?
É um intervencionista…

Se elegeu com um discurso
De respeito à lei e à "orde"
Na sua história, contudo,
Esse nunca foi seu forte
Desde os tempos de coturno
Confusão é o seu mote
Não à toa pelos fundos
Do quartel saiu bem jovem

Trinta anos de Brasília
Mas disse que era "outside*
Empregando até a filha
Do Queiroz, o seu cumpádi
Os filhos, na mesma trilha,
Empregaram com vontade
Gente ligada à milícia
Sem falar nas "homenage"

E outro enorme blefe:
Combate à corrupção
Botou o Moro de chefe
"Carta branca", só que não
Interveio na PF
Lava Jato foi pro chão
E os seus quatro moleques
Sob investigação

Vendeu política externa
"Sem ideologia". Pasmem!
O que se viu foi baderna
De um chanceler sem bagagem
Política subalterna
A Trump, de vassalagem
Chamou a China pra guerra
Assim como o Joe Biden

Queimam as nossas florestas
Queimação da nossa imagem
Viramos um pária na Terra
Uma nação bem à margem
E o "apoio da caserna"?
Era só outra miragem
Em frente ao quartel ele berra
Vá gritar em outra paragem

Era "gente como a gente"
Mas veio a pandemia
O povo caiu doente
E ele, enquanto isso, ria
Negando o que é evidente:
"Histeria", "fantasia"
Debochado e indiferente
À sua gente em agonia

Sabotou o isolamento
Máscara não quis saber
O povo inteiro em tormento
Ele só quer dar rolê
Desde o primeiro momento
Escapou do seu dever
Era pra ele ser o centro
Dos esforços, mas cadê?

Só fala em cloroquina
Vira o disco, por favor!
Tripudiou da vacina
No povo botou pavor
Falou que era "vachina"
"Jacaré" ninguém virou
Sandice que não termina
(Agora enfim se curvou…)

Voto impresso e nióbio
Armamento, cloroquina
É a política do ódio
Da morte bolsonarina
Esse já subiu ao pódio
E olha que é grande a fila
Não dos melhores, é óbvio,
O Brasil não merecia...

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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