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Secretariado

Coronel Jocarly Aguiar diz que continuará à frente da Casa Militar

Agora na reserva remunerada da PMES, ele diz que continua no cargo. Veja também outras movimentações envolvendo Gilson Daniel, Marcus Vicente, Gedson Merízio e Bruno Lamas

Publicado em 18 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

18 jan 2021 às 02:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Coronel Jocarly Aguiar
Coronel Jocarly Aguiar Crédito: Whatsapp - Coronel Jocarly Aguiar
Recém-aposentado após quase 30 anos de serviço na Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), o coronel Jocarly Martins de Aguiar Júnior afirma que continuará no cargo de secretário-chefe da Casa Militar no governo Casagrande.
“A primeira pergunta que o governador me fez foi se eu poderia continuar à frente da Casa Militar com a reserva. Respondi que sim. A legislação permite. Vamos em frente.”
Assim, o coronel Aguiar não entrará na minirreforma do secretariado planejada por Renato Casagrande a partir de fevereiro. O chefe da Casa Militar foi para a reserva remunerada, com aposentadoria integral, de acordo com Boletim do Comando Geral da PMES publicado na última quinta-feira (14).

GILSON DANIEL

Falando em mudanças no secretariado, a mais provável de todas é a nomeação do ex-prefeito de Viana Gilson Daniel (Podemos) para alguma secretaria. Conforme publicamos aqui no dia 8 de janeiro, o próprio ex-prefeito afirmou à coluna que vai para o secretariado. Na mesma coluna, informamos que uma possibilidade forte seria a ida dele para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento (Sedes). No entanto, essa pasta não agrada muito a Gilson.
“Fui um prefeito das obras e relacionado com prefeitos”, afirma ele. O que se comenta é que Gilson pode ter interesse em uma secretaria com mais entregas nos municípios, como a de Desenvolvimento Urbano (Sedurb).

NOVO NÚMERO DE TELEFONE (E DE URNA)

Sobre o espaço no governo, o ex-prefeito diz: “Ainda não tem nada fechado”. Há duas certezas, no entanto. A primeira é ele mesmo quem nos dá: “Estou alinhado com Casagrande”. A segunda é a pré-candidatura de Gilson, presidente estadual do Podemos, a deputado federal em 2022. Tanto que o seu novo número de telefone tem final 1919, provável número de urna dele mesmo na próxima eleição, repetindo o número da legenda presidida por ele no Estado (19).
O cargo eletivo cujo número tem quatro dígitos é o de deputado federal, e o próprio ex-prefeito brinca com a situação: “Anote aí meu novo número. Aí no ano que vem você vota”.

MARCUS VICENTE

Como dito acima, a Sedurb pode interessar a Gilson Daniel. Ocorre que a pasta é comandada, desde o início do atual governo, pelo ex-deputado federal Marcus Vicente. Além de também ser um grande e estratégico aliado de Casagrande, Vicente é o presidente estadual do Progressistas (PP), partido de elevada importância na coalizão do governador. Para Gilson Daniel assumir a Sedurb sem contrariar Vicente e o PP, Casagrande, em primeira análise, teria que reacomodar o aliado do PP em outra secretaria de grande porte e com muitas entregas – sobretudo se Vicente quiser ser candidato a deputado federal novamente em 2022.

“ESTOU À DISPOSIÇÃO”

Em conversa com a coluna, Marcus Vicente se disse inteiramente à disposição de Casagrande e consciente de que seu cargo é político (preenchido a critério do governador), mas não deu a menor sinalização de que pretende deixar a Sedurb:
“O PP faz parte do governo e do projeto político liderado por Renato. O meu cargo é político e estou à disposição do governo. Mas esse assunto não foi pautado. Ninguém tocou nessa hipótese. E seguimos realizando o nosso trabalho na Sedurb. Acabamos de assinar a primeira ordem de serviço da macrodrenagem em Vila Velha. Temos mais nove, dez ordens de serviço de macrodrenagem previstas para este primeiro semestre”, exemplifica.

“TEMOS COMPROMISSO COM RENATO”

Vicente ainda reafirmou o compromisso prévio dele mesmo e do PP com a reeleição de Casagrande em 2022:
“Se Renato for candidato à reeleição, temos compromisso com ele. Todos que entraram no PP já entraram sabendo desse nosso compromisso. E estou à disposição do projeto político liderado por ele. Sobre candidatura, isso será decidido no tempo certo. O que posso te dizer é que não serei candidato a governador.”

GEDSON MERÍZIO

Subsecretário estadual de Turismo de janeiro de 2019 a abril de 2020, o ex-vereador de Guarapari Gedson Merízio (PSB) se desincompatibilizou do cargo para concorrer à prefeitura da cidade. Perdeu a eleição. Agora seu retorno ao governo Casagrande é dado como certo, novamente em cargo de segundo escalão, mas o espaço ainda não foi definido.

BRUNO LAMAS

Quem não voltará para o governo é o deputado estadual Bruno Lamas (PSB). Ele foi secretário estadual de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social de janeiro de 2019 a abril de 2020, quando se desligou para disputar a Prefeitura da Serra. Teve 5,13% dos votos válidos, ficando em 5º lugar. Com esse desempenho ruim, saiu politicamente enfraquecido das urnas.
Bruno continuará na Assembleia Legislativa e, nas articulações envolvendo a eleição da Mesa Diretora, no próximo dia 1º, pode emplacar algum lugar na Mesa ou outro espaço em que possa contribuir com o governo de seu partido. Pelo menos esse é o plano do governo Casagrande para ele.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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