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Abre o olho, Erick Musso!

Coronel Quintino admite que quer presidir a Assembleia Legislativa

Deputado do PSL declara que será candidato na próxima eleição da Mesa, já tem se articulado com colegas da base e quer contar com o apoio de Renato Casagrande

Publicado em 06 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

06 mar 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Coronel Quintino quer presidir Assembleia Legislativa Crédito: Amarildo
O presidente da Assembleia LegislativaErick Musso (Republicanos), já tem um adversário declarado na próxima eleição pelo comando do Poder. Deputado de primeiro mandato, o Coronel Alexandre Quintino (PSL) admite à coluna que quer disputar – se necessário, contra Erick – a eleição da Mesa Diretora que chefiará a Casa no segundo biênio da atual legislatura.
“Confirmo interesse, sim, em disputar a Mesa. Logicamente, desde que eu tenha o apoio dos colegas. Isso a gente não constrói sozinho, mas com os demais parlamentares”, diz Quintino.
Essa construção, segundo ele, já começou. O deputado conta já ter conversado sobre o assunto com colegas como Dary Pagung (PSB), Fabrício Gandini (Cidadania), Janete de Sá (PMN) e o líder do governo, Eustáquio de Freitas (PSB). Não por coincidência, todos, assim como o próprio Quintino, são deputados muito alinhados ao governo Casagrande (PSB).
Mas a candidatura antecipada de Quintino será, então, de oposição ao atual presidente, Erick Musso, que deverá buscar a reeleição por mais um biênio? “Se ele vier, pode ser, ué!”, responde o coronel da reserva. "Nada contra o atual presidente. Mas vamos lançar o nome, simplesmente.”
Além das articulações com deputados governistas, Quintino trabalha para ter o apoio do próprio governador. “Junto ao governo Casagrande, isso já está sendo feito há mais de dois meses. Já falei não só com o governador, mas também com secretários, que eu tenho interesse em administrar a Mesa e que minha proposta é a de fazer uma administração independente e garantir a governabilidade para que o Espírito Santo possa crescer.”
Não chegou a haver um pedido explícito de apoio a Casagrande, mas uma manifestação clara de interesse, conta o deputado. “Apenas falei ao governador do meu interesse. Ele disse: ‘Então trabalhe junto aos demais parlamentares para ver qual será a aceitação a seu nome’. Ele me falou que está muito cedo para ele falar qualquer coisa. Mas tenho relacionamento de confiança mútua com ele”, aposta o deputado, que também é de Castelo e cuja mulher, inclusive, é amiga da primeira-dama, dona Virgínia Casagrande.
É óbvio que, com eventual apoio do Palácio Anchieta, Quintino terá muito mais chances de êxito. Mas sua candidatura, afirma ele, independe desse fator. “Com ou sem o apoio do governador, lançaremos o nosso nome à composição da Mesa. Não quer dizer como presidente, mas em algum cargo da Mesa. Meu nome estará embolado lá no meio.”
Como essa é a prioridade de Quintino neste momento, ele conta que dificilmente será candidato a prefeito de Castelo ou de qualquer outra cidade. “Não tenho esse objetivo, não. Fui eleito para ser deputado, com todo o respeito aos demais deputados que vão buscar essa eleição municipal.”

A DATA DA ELEIÇÃO DA MESA

A próxima Mesa Diretora comandará a Assembleia de fevereiro de 2021 a janeiro de 2023. A eleição para defini-la, no momento, está marcada para 1º de fevereiro de 2021, como reza o texto vigente da Constituição Estadual.
Em 25 de novembro de 2019, o plenário da Assembleia chegou a aprovar uma emenda constitucional patrocinada por Erick Musso que permitiu ao presidente (ele mesmo) convocar até o fim do segundo ano da legislatura (2020) a eleição para a Mesa que comandará a Casa no segundo biênio (fev.2021/jan.2023).
Sem perder tempo, com a emenda já valendo, Erick convocou a eleição para dois dias depois, em 27 de novembro. Uma chapa única, encabeçada por ele, foi eleita. Mas, após enorme imbróglio, a chapa de Erick renunciou e a Justiça cancelou tudo (emenda e eleição). O texto da Constituição Estadual voltou a ser como o anterior: próxima eleição, só em fevereiro de 2021.
Mas isso também pode voltar a mudar. Na última quarta-feira (4), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) derrubou a decisão da Justiça Federal de 1º grau, que havia suspendido liminarmente, em ação protocolada pela OAB-ES, os efeitos da “Emenda Erick Musso”. A nova decisão é assinada pelo desembargador federal Alcides Martins, que acolheu recurso apresentado pela Assembleia Legislativa.
Agora, resta apenas uma outra liminar, esta do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), concedida pelo desembargador Robson Albanez, que também suspendeu os efeitos da “Emenda Erick”, impedindo a realização da próxima eleição ainda este ano.
Dependendo das próximas decisões judiciais, Erick pode voltar a ter caminho livre para convocar a eleição quando quiser. Nesse caso, o que fará Quintino?
“Se for amanhã, meu nome já estará lá como candidato”, garante o deputado.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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