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Eleições 2020

Em Viana, chapa de Gilson Daniel é fechada com vice do PSB

Partido de Renato Casagrande decide apoiar Wanderson Bueno (Podemos), candidato lançado pelo atual prefeito, e dará o vice da chapa. Será o presidente da Câmara de Viana, Fabio Dias

Publicado em 12 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

12 ago 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Chapa assinada e carimbada por Gilson Daniel em Viana terá Wanderson Bueno como candidato a prefeito e Fabio Dias como vice
Chapa assinada e carimbada por Gilson Daniel em Viana terá Wanderson Bueno como candidato a prefeito e Fabio Dias como vice Crédito: Amarildo
Em Viana, o martelo foi batido. A chapa que leva a assinatura do prefeito Gilson Daniel (Podemos) está selada e lacrada. O PSB vai se coligar com o Podemos e apoiar o candidato a prefeito recém-lançado pelo atual ocupante do cargo: o ex-secretário municipal de Governo Wanderson Bueno. Além do apoio ao candidato de Gilson Daniel, o partido do governador Renato Casagrande dará o vice da chapa articulada pelo atual prefeito. Será o vereador Fabio Dias, presidente da Câmara de Viana.
Assim, a chapa da situação terá Wanderson Bueno (Podemos) como candidato a prefeito e Fabio Dias (PSB) como candidato a vice. A informação é confirmada tanto por Dias como por Gilson Daniel. “Fabio é o vice”, assevera o prefeito, que também é o presidente estadual do Podemos.
Com essa definição, a chapa desenhada e assinada por Gilson Daniel em Viana reunirá o partido do prefeito e o do governador. O Podemos faz parte da base de sustentação do governo Casagrande no Estado e, logicamente, a parceria dos dois partidos na chapa majoritária em Viana fortalece ainda mais os laços políticos não só entre as siglas como também entre prefeito e governador na arena política estadual.
No dia 29 de julho, após meses de muita especulação e alguns balões de ensaio, Gilson Daniel anunciou o aliado ungido por ele para disputar sua sucessão. Estreante em eleições, Bueno já era o nome mais cotado na bolsa de apostas de agentes políticos da cidade. Em Viana, o agora candidato de Gilson é considerado homem de confiança do prefeito e braço direito dele no campo administrativo. Está na máquina municipal desde o início da administração de Gilson, em 2013, tendo passado por vários cargos do 1º escalão.
Além de superintendente de Governo, Bueno já foi chefe de gabinete de Gilson e secretário de Saúde e Assistência Social. É respeitado como técnico, embora sem experiência política nem histórico eleitoral. À primeira vista, Gilson parece querer repetir em Viana, com seu pupilo, o que fez Sérgio Vidigal na Serra ao lançar Audifax Barcelos para o suceder em 2004.
Dias antes do anúncio, Gilson Daniel conversou com Casagrande. Ou seja, todo o arranjo contou com as bênçãos do governador. Até então, Fabio Dias também se apresentava como pré-candidato a prefeito, dentro do grupo político de Gilson, ao qual pertence desde que se entende por vereador. Dias chegou à Câmara no meio da legislatura passada, pelo PT, e foi líder do prefeito na Casa em 2015 e 2016.
Em 2016, reelegeu-se pelo PT, para em seguida chegar à presidência da Câmara, sempre como aliado de Gilson. Em março deste ano, migrou do PT para o PSB, com a expectativa de ser o candidato escolhido pelo prefeito como seu representante na disputa. Mas o vereador sempre deixou claro que só seria candidato a prefeito se fosse o nome apoiado por Gilson (até para não rachar o grupo). Como o atual prefeito optou por Bueno, a retirada da candidatura de Dias a prefeito era um passo natural. Mas, como se vê agora, veio com uma bela contrapartida para ele.
Antes mesmo de Gilson anunciar publicamente o lançamento de Bueno, o prefeito procurou Dias para compartilhar sua decisão e também para lhe oferecer a posição de vice na chapa costurada por ele. Isso de acordo com o próprio Dias. Portanto, o arranjo foi feito pelo prefeito (e, certamente combinado com Casagrande) antes mesmo de ele anunciar ao público a candidatura de Bueno a prefeito.
“Ele [Gilson Daniel] disse que via uma chapa completa, com um técnico e um político. Então, ele conseguiria passar a condição técnica, um cara que teria capacidade de ser gestor, e como vice um político que conseguiria fazer a articulação e aglutinar as forças políticas da cidade”, relata o presidente da Câmara de Viana.
Dias conta que, então, pediu a Gilson alguns dias para conversar com os dirigentes locais e estaduais do PSB, o que foi feito. O PSB, obviamente, concordou com o arranjo. Afinal, não teria por que forçar uma candidatura suicida para bater de frente com a máquina em Viana, dividir o grupo político e ainda por cima contrariar um aliado estratégico como é hoje Gilson Daniel no território do próprio prefeito.
Na última sexta-feira, o PSB de Viana deliberou, de forma unânime, pela formação de uma aliança com o Podemos. Dias então aceitou o convite. E Gilson Daniel bateu o martelo.

CHAPA JOVEM

A chapa assinada por Gilson Daniel para sua sucessão pode ser considerada jovem: Wanderson Bueno tem 32 anos, enquanto Fabio Dias tem 40. Média de idade: 36. Gilson tinha 34 quando chegou à prefeitura. Hoje tem 42.

OUTROS PARTIDOS NA COLIGAÇÃO

Além do PSB e do Podemos, a coligação amarrada pelo prefeito conta com PSDB, PT, Republicanos, PSD e PSC.
Aliás, do ponto de vista partidário, a cidade da Grande Vitória parece um universo à parte: na mesma chapa, estão unidos PT e PSDB (e nenhum deles na cabeça!). Isso sem falar na união do PSB com o Republicanos (partido que tem projeto de crescimento político diferente do liderado por Casagrande no Estado).

OUTROS CANDIDATOS A PREFEITO

Fora da aliança erigida por Gilson Daniel, há pelo menos outros seis pré-candidatos a prefeito de Viana: o vereador Cabo Max (PP), a advogada Luzinete Deolindo (PV), o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Wylis Lyra (MDB), o ex-vice-prefeito Faustão (PDT), a jornalista Cida Rocha (Avante) e a contadora Graça Fortes (PSL). Todos, se não são oposição declarada ao atual prefeito, são no mínimo independentes em relação a ele.

WANDERSON BUENO POR FABIO DIAS

“Ele é extremamente técnico. Posso te dizer que ele é um excepcional técnico, de repente até igual ou melhor que o Gilson. Então é responsável também por boa parte dos dividendos administrativos que a cidade colheu. Ele nunca foi candidato, mas demonstra certo traquejo político. É um articulador. Demonstra ser um líder.”

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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