Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2020

Entre Luiggi e Pazolini, Magno viverá teste político na eleição de Vitória

Recuperação política de ex-senador passa diretamente por resultado do pleito na Capital. Hoje, partido dele (PL) prepara candidato próprio a prefeito (Halpher Luiggi), mas também pode emplacar o vice de Pazolini, com quem ele mantém boa conversa

Publicado em 23 de Junho de 2020 às 14:32

Públicado em 

23 jun 2020 às 14:32
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Halpher Luiggi, Magno Malta e Lorenzo Pazolini
Halpher Luiggi, Magno Malta e Lorenzo Pazolini Crédito: Halpher Luiggi, Agência Senado e Lissa de Paula/Ales
As eleições municipais do fim do ano, principalmente em Vitória, serão um teste de fogo para o ex-senador Magno Malta. O início de sua redenção, ou recuperação do terreno político perdido desde 2018, passa diretamente por um bom resultado no pleito na Capital.  Hoje, o partido dele (PL) prepara candidatura própria à sucessão de Luciano Rezende (Cidadania), com o engenheiro Halpher Luiggi, mas também pode emplacar o vice na chapa do deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato a prefeito, com quem Magno mantém relação de parceria e lealdade, segundo o presidente do PL em Vitória, Charles Jean.
Sobre as conversas mantidas com Magno, Halpher Luiggi afirma que o ex-senador não fechou questão quanto a nome de candidato, mas assegura que o pensamento do ex-senador é o mesmo da direção do partido: o PL participará da eleição majoritária em Vitória, ou com candidato a prefeito, ou com candidato a vice-prefeito:
“Nunca conversei especificamente sobre candidatura com o Magno. O que a gente conversou é que Vitória precisa de um projeto diferente. Tanto o Charles como o Magno são entusiastas da ideia de participarmos da eleição majoritária. Das vezes em que conversei com o senador sobre o projeto do partido, ele me disse que o projeto do PL é ter uma candidatura na majoritária: ou candidato a prefeito ou a candidato a vice. Mas não sei se eu sou o nome”.

MAGNO FEZ WAGUINHO EM 2012

Nunca é demais lembrar: em 2012 (no início de seu segundo mandato no Senado), Magno emplacou o então aliado Waguinho Ito (à época também do PR, atual PL) como vice de Luciano Rezende na vitoriosa chapa deste na eleição à Prefeitura de Vitória. Evangélico como Magno, Waguinho não tinha a menor experiência política, assim como Halpher não tem hoje.

CLEBINHO TAMBÉM NA DISPUTA

O posto de vice na chapa de Pazolini está bastante disputado no campo da "direita evangélica" da Capital. Se a candidatura própria a prefeito não vingar, o PL cobiça a vaga, indicando Halpher Luiggi. Mas quem também está de olho nela é o presidente da Câmara de Vitória, Clebinho (DEM). Ele já disse ter "conversa avançada" com o Republicanos (ex-PRB), partido de Pazolini.

QUAL O TAMANHO DE MAGNO HOJE EM SEU NICHO?

Que Magno conserva carisma intacto e influência junto a setores do público evangélico, ninguém duvida. A interrogação é quanto ao real tamanho dessa influência hoje, após um ano e meio jejuando no deserto político. Essa eleição em Vitória pode servir exatamente para se testar e verificar qual é o grau de influência remanescente por parte do ex-senador.

CHAPA ECUMÊNICA

Para constar: Halpher Luiggi é católico.

ASSUMÇÃO TAMBÉM NESSE BOLO

Segundo Charles Jean, do ponto de vista do PL, Pazolini ou até o deputado Capitão Assumção (Patriota) também podem ser o vice de Halpher Luiggi numa chapa à Prefeitura de Vitória. Assumção também é pré-candidato a prefeito da Capital.

REEDIÇÃO DA CHAPA DE 2018

Pelo andar da carruagem, 2020 em Vitória pode reeditar uma união de forças vista no Espírito Santo em 2018. No último pleito, PL (Magno), Republicanos (Amaro Neto) e PSL (Carlos Manato e Assumção) formaram uma coligação para a eleição ao governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia. Foi a chapa "Amagnato".
Agora, Magno, Pazolini, Amaro e Assumção podem vir a se juntar em um mesmo movimento, na Capital, combinando forças políticas do espectro de direita no Espírito Santo.

CONEXÕES DE PAZOLINI COM MAGNO

Após assumir o mandato na Assembleia Legislativa, no início de 2019, Pazolini nomeou uma filha de Magno como assessora em seu gabinete: a jornalista Magna Karla Santos Malta Campos.  Em junho de 2019, o deputado disse à coluna que a nomeação não passou por Magno e que ele a escolheu por ter conhecido e gostado do trabalho dela durante a campanha de 2018. A assessora foi exonerada em novembro passado.
Pazolini também indicou uma dirigente estadual do PL para cargo comissionado vinculado a uma comissão presidida por ele na Assembleia: a de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política sobre Drogas, criada no início da atual legislatura, com a chegada do delegado à Casa de Leis. Lotada até hoje no cargo, a dirigente se chama Adriana Célia Sartório Bazon. Além de aliada de Magno, ela foi assessora dele no Senado de 2010 a janeiro de 2019, justamente quando acabou o mandato de Magno em Brasília e começou o de Pazolini na Assembleia.

TESTE DE PATERNIDADE 

A propósito de Lorenzo Pazolini, publicamos nesta segunda-feira (22) a informação de que o deputado estadual Hudson Leal (também do Republicanos) apresentou projeto de lei  para obrigar faculdades particulares a devolverem o valor integral das taxas de matrículas pagas por alunos aprovados no processo seletivo, mas que desistam de fazer o curso. Pazolini entrou em contato para informar que, na verdade, ele é autor de um projeto mais antigo e com quase idêntico teor. O dele prevê reembolso de pelo menos 90% do valor, enquanto o de Hudson, 95%. As justificativas são as mesmas. Ou seja: disputa de paternidade do projeto entre dois correligionários. 

QUEM É O PAI? QUEM É O PAI?

O teste de DNA legislativo não mente e aponta que, de fato, o verdadeiro pai (ou, pelo menos, primeiro pai) é Pazolini. O projeto assinado por ele foi protocolado em julho de 2019, já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda parecer da Comissão de Educação.

REQUERIMENTO DE URGÊNCIA

Para não ser ultrapassado, Pazolini apresentou nesta segunda-feira, às 20h, requerimento de urgência para votação de seu projeto. O requerimento também e assinado pelos outros cinco deputados de oposição ao governo Casagrande (fechadinhos): Capitão Assumção, Carlos Von (Avante), Danilo Bahiense (PSL), Torino Marques (PSL) e Vandinho Leite (PSDB). 

Cena Política: Deputada Laurietex

Após ter sido liberada pelo TSE para sair do PL sem perder o mandato, a deputada federal Lauriete oficializou, na última sexta-feira (19), seu retorno a sua primeira legenda: o Partido Social Cristão (PSC), presidido no Espírito Santo pelo vereador de Vila Velha Reginaldo Almeida. O resumo é o seguinte: Lauriete saiu do partido de um ex-marido (Magno) para entrar no ex-partido dela, presidido por outro ex-marido (Reginaldo). 

"Lei do Ex"

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Segundo a prefeitura, foram feitos testes visuais e também o teste de medida padrão de 20 litros em todos os bicos de abastecimento
Posto de combustíveis de Cachoeiro é autuado pelo Procon por irregularidade em bomba
Carreta cai em ribanceira em Cariacica
Carreta cai em ribanceira e complica trânsito no Contorno em Cariacica
Manami Ocean Living
Mercado imobiliário de luxo bate recordes e impulsiona crescimento do alto padrão no Espírito Santo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados