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Eleições 2020

Euclério entre dois inimigos: Marcelo Santos e Theodorico Ferraço

Theodorico chama Marcelo de “adversário pessoal”, mas diz que não vai se opor ao provável apoio do desafeto a Euclério (seu candidato) em Cariacica. Ele também revela os planos do DEM em Vila Velha, Serra, Viana, Guarapari e interior

Publicado em 14 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

14 ago 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Euclério Sampaio entre Marcelo Santos e Theodorico Ferraço
Euclério Sampaio entre Marcelo Santos e Theodorico Ferraço Crédito: Amarildo
A eleição municipal em Cariacica gerou uma situação extraordinária (no sentido de raríssima, inesperada mesmo). Candidatíssimo a prefeito, o deputado Euclério Sampaio (DEM) pode se ver de repente entre dois dos maiores inimigos produzidos pela política capixaba nos últimos anos: os também deputados Theodorico Ferraço (DEM) e Marcelo Santos (Podemos). Os dois, que nem sequer se falam, devem apoiar Euclério, aliado em comum.
Oficialmente, Theodorico é o vice-presidente do DEM no Espírito Santo, mas, na prática, é ele quem dirige o partido por estas bandas. Foi ele, portanto, quem filiou Euclério ao DEM e lançou à Prefeitura de Cariacica o colega de Assembleia Legislativa.
Euclério é, porém, parceiro histórico de Marcelo Santos e quer ter o apoio do colega. Marcelo, com sua desistência em figurar nesse páreo, tem altíssima probabilidade de apoiar mesmo Euclério, mas é talvez, hoje em dia, o maior inimigo de Theodorico na política capixaba.
O que Theodorico fará então nesse caso? Vai interferir? Vai vetar esse provável apoio? Para ajudar a eleger Euclério (a fim de que o DEM finalmente tenha um prefeito na Grande Vitória), está disposto a subir em um palanque que também tenha Marcelo Santos?
Theodorico responde. Do alto de sua experiência, faz prevalecer o pragmatismo. Deixando muito claro que ele e Marcelo são “adversários pessoais”, diz que Euclério (e frisa: Euclério) ficará muito satisfeito se Marcelo o apoiar e que ele mesmo não fará nenhuma objeção a isso, muito pelo contrário.
"Uma coisa é eu não ter nenhum entendimento com Marcelo. Estamos bem distantes um do outro, sobretudo politicamente. Mas, se ele decidir ficar com Euclério, eles são amigos, não tem problema nenhum"
Theodorico Ferraço (DEM) - Deputado estadual
Mas, de modo relativamente surpreendente, afirma que, hoje, seu voto seria do atual presidente, o deputado Erick Musso (Republicanos). “Relativamente surpreendente” porque Erick foi justamente quem apeou do cargo o veteraníssimo deputado de Cachoeiro, em janeiro de 2017.
Essas e outras informações são dadas por Theodorico na segunda parte de sua entrevista à coluna (abaixo), na qual ele também discorre sobre os planos eleitorais do DEM em Cachoeiro, Linhares, Colatina, Guarapari, Viana, Serra e Vila Velha.
Na primeira parte da entrevista, publicada nesta quinta-feira, o dirigente do DEM contou que entregou ao filho, Ricardo Ferraço, a coordenação dos acordos eleitorais do partido na Grande Vitória e que ele e o ex-senador pretendem se juntar à coligação de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) se o ex-prefeito conseguir ser candidato ao Executivo de Vitória.

Deputado, que caminhos tomará o DEM nestas eleições municipais nas outras cidades da Grande Vitória além da Capital?

Em Vila Velha, o nosso presidente municipal, que é o presidente da Câmara, Ivan Carlini, está com todos os caminhos abertos para os entendimentos. Ele se dá muito bem com o Ricardo [Ferraço], e naturalmente o Ricardo vai conversar com ele. Em Viana estamos unidos com o PP, em apoio à candidatura a prefeito do vereador Cabo Max. Em Guarapari, com o Edson [o atual prefeito Edson Magalhães, que já foi do DEM e tentará a reeleição pelo PSDB]. Quanto à Serra, nós temos muito bom entendimento com o Bruno Lamas [PSB], que é nosso amigo e, sendo candidato, será respeitado. Depende dele se viabilizar lá. Ele não se viabilizando, o partido entendeu que tem bons nomes lá. Tem o Vandinho [PSDB], tem o Vidigal [PDT], tem o candidato do próprio prefeito [o vereador Fábio Duarte, candidato do prefeito Audifax Barcelos, pela Rede], tem o Xandinho… digo, Xambinho [PL]. Então abre-se um caminho muito grande. Mas hoje o partido está entregue a Bruno Lamas.

Em Cariacica, o DEM tem candidato próprio, o deputado Euclério Sampaio, na disputa a prefeito. Já o também deputado Marcelo Santos desistiu de lançar novamente candidatura ao cargo. Marcelo, como todos nós sabemos, não é exatamente o maior aliado do senhor, para colocar de uma maneira delicada…

Não é aliado, não.

Então, para sermos bem sinceros, vocês dois são notórios desafetos. Daí minha pergunta: se Marcelo quiser apoiar Euclério, como é até bem provável que ocorra devido à longa proximidade entre eles, o que o senhor fará? Vai interferir e vetar esse provável apoio? Para ajudar a eleger Euclério, vai subir em um palanque que também tenha Marcelo Santos?

Se ele quiser apoiar o Euclério, que é amigo dele, não há problema nenhum. Mas não parte de mim qualquer ligação nesse setor.

Mas não haverá nenhum impedimento por parte do senhor?

Não. Não tem nenhum problema comigo. É problema lá do Euclério com quem ele se unir. Ele está com carta branca para ser o candidato e unir forças em torno da sua candidatura. Uma coisa é eu não ter nenhum entendimento com Marcelo. Estamos bem distantes um do outro, sobretudo politicamente. Mas, se ele decidir ficar com Euclério, eles são amigos, não tem problema nenhum.

Então o apoio dele a Euclério será bem-vindo, do ponto de vista eleitoral?

Na minha opinião, o Euclério ficará muito satisfeito.

E como o senhor definiria, então, o seu relacionamento com Marcelo? Diria que vocês são desafetos?

Não. Nós não temos nenhuma ligação, nem pessoal nem política.

E quanto à especulação de que Marcelo pode até vir a ser candidato a presidente da Assembleia, em fevereiro do ano que vem, até eventualmente com o apoio do Palácio Anchieta, qual é a sua avaliação?

A minha avaliação é que esse assunto não está em jogo. E hoje, se eu tivesse que votar em alguém, votaria no Erick.

O senhor acredita numa candidatura de Marcelo à presidência da Mesa Diretora, indo contra inclusive o próprio Erick?

Eu prefiro não dar opinião sobre adversários pessoais meus. Prefiro dizer que hoje, com qualquer outra candidatura, inclusive com ele ou o candidato de governo, eu hoje votaria no Erick normalmente. Mas, como está muito cedo, até o dia das eleições a gente pode até ter outra preferência e tender para outro candidato. Mas hoje acho que a Assembleia está bem servida.

Lá em Cachoeiro, o DEM vai com Diego Libardi mesmo ou pode retirar a candidatura?

Ele é candidato pra valer. É um candidato extraordinário, excepcional. Está crescendo muito e, até a convenção, vai triplicar o crescimento dele, se Deus quiser.

Não tem acordo com o PSB nem com o grupo do prefeito Victor Coelho (PSB)?

Não. Lá nós somos oposição.

E em Linhares e Colatina?

Em Linhares, estamos entrosados com o deputado Marcos Garcia [PV]. Em Colatina, se o deputado Renzo Vasconcelos [PP] quiser ser candidato a prefeito, é o nosso candidato. Se o grupo dele quiser lançar algum outro candidato, teremos que conversar com ele.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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