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Respiradores insuficientes

Coronavírus: Governo do ES quer montar hospital de campanha na Serra

Casagrande afirma que governo pretende adquirir vagas de internação em hospitais particulares ociosos, mas também já se prepara para construir um hospital de campanha ao lado do hospital estadual na Serra

Publicado em 28 de Março de 2020 às 16:21

Públicado em 

28 mar 2020 às 16:21
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves
Hospital de campanha deverá ser montado ao lado do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves Crédito: Fernando Madeira
O governador Renato Casagrande (PSB) afirma: o governo estadual pretende adquirir vagas de internação em hospitais particulares ociosos para dar conta de atender aos pacientes que precisarão ser internados, nas próximas semanas, em tratamento contra a Covid-19. Essa, segundo o governador, é a prioridade no momento. Ao mesmo tempo, o governo também já se prepara para a necessidade de montar um hospital de campanha para conseguir atender todos os pacientes em estado grave que precisarão de internação em leitos com respiradores.
A intenção do governo é construir esse hospital de campanha ao lado do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, em Laranjeiras, na Serra. Segundo Casagrande, o governo já está contatando empresas capacitadas para montar estruturas como essas, no menor tempo possível. De acordo com o governador, o hospital temporário poderá ser montado em 15 dias.
Confira a entrevista concedida por ele sobre isso à coluna:

Temos leitos de UTI e respiradores suficientes, hoje, no Espírito Santo, para fazer frente ao impacto crescente do coronavírus? Está nos planos do governo a montagem de um hospital, ou hospitais, de campanha?

Está nos planos do governo montar esse hospital e está nos planos do governo a requisição administrativa de hospitais privados, para utilização de leitos em hospitais privados. Nós estamos preparando, entrando em contato com empresas que montam o hospital de campanha e, ao mesmo tempo, vendo os hospitais que já estão construídos no Estado e que têm pouca utilização. A nossa prioridade é ocupar os hospitais que estão ociosos ou paralisados. Se isso não der conta, a gente vai se preparar para que, em 15 dias, a gente monte os hospitais de campanha.

Onde ficarão esses hospitais de campanha a serem montados?

Estamos avaliando se é possível montar ao lado do Jayme [Santos Neves, hospital estadual localizado na Serra], porque é bom que haja um hospital perto. Você dá uma estrutura perto do hospital provisório. Estamos avaliando lá. Mas nossa prioridade é ocupar os hospitais ociosos que temos no Estado.

E quanto aos leitos de UTI com respiradores?

Nós ainda não temos respiradores para todos os leitos. Nós compramos até agora 109 respiradores. Estamos procurando mais. Mas hoje não temos respiradores para todos. Estamos procurando mais. Mas não temos no momento respiradores para toda a necessidade.

Então, temos quantos respiradores garantidos para um total necessário de quantos?

Nós queremos 300 leitos de UTI com respiradores. Estamos garantindo, hoje, 220.

E como conseguir esses 80 restantes?

Ainda não temos nenhuma ideia, porque há gente procurando respiradores no mundo todo.

O Ministério da Saúde pode ajudar?

Pode ajudar.

Algum sinal nesse sentido?

Ainda não. Mas acredito que, se eles conseguirem, vão nos ajudar. O Ministério da Saúde está muito integrado com o nosso trabalho.

Que ações concretas serão feitas ou estão sendo feitas em comunidades de baixa renda, onde há aglomeração natural de pessoas e as condições de saneamento, água e higiene de modo geral não são as melhores?

A primeira coisa que fizemos foi isentar as pessoas de baixa renda do pagamento do valor da água. A segunda coisa foi decidir que ninguém sofrerá corte de água nesse período, independentemente de ter pago a conta ou não. Das pessoas de baixa renda, nós não vamos cobrar. Das outras pessoas, nós cobraremos no dia a dia, mas não sofrerão cortes. E temos um trabalho forte de educação que estamos fazendo, com as secretarias estaduais de Saúde e de Educação, junto com as secretarias municipais de Saúde, para podermos levar as mensagens a esses locais.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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