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Eleições 2020

Malafaia declara apoio a Halpher, o candidato de Magno em Vitória

E mais: Meneguelli faz campanha para Pazolini e mais uma penca de candidatos, até em São Paulo; Pazolini inaugura campanha com foco em “paz e igualdade”; recursos financeiros começam a chegar para Coser

Publicado em 07 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

07 out 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Halpher Luiggi tem o apoio de Magno Malta e agora, também, de Silas Malafaia
Halpher Luiggi tem o apoio de Magno Malta e agora, também, de Silas Malafaia Crédito: Amarildo
A campanha do engenheiro Halpher Luiggi (PL) a prefeito de Vitória ganhou a adesão de um antigo aliado político do ex-senador Magno Malta (PL), por sua vez padrinho político do candidato. O pastor Silas Malafaia, conhecido nacionalmente, gravou um vídeo manifestando seu apoio à eleição de Halpher para o Executivo da capital capixaba.
No vídeo, em que se segue um depoimento do próprio Magno Malta, Malafaia diz o seguinte, dirigindo-se ao “povo abençoado do Brasil”:
“Nessas eleições, eu e o meu amigo Magno Malta estamos apoiando gente que tem o perfil conservador, cujos seus (sic) fundamentos estão pautados em valores cristãos, em valores de família e proteção das nossas crianças. Muito cuidado nessas eleições na hora de você dar o voto! Eu e o Magno Malta estamos indicando essa gente pelo bem do Brasil”, declara o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Em seguida, entra em cena Magno, endereçando-se ao “povo querido na nossa capital, Vitória”:
“Eu tô aqui para pedir uma oportunidade. Oportunidade vocês já me deram muitas vezes pra servir o Brasil. Eu tô aqui pra dizer a vocês que o meu candidato é Halpher. É o candidato do meu partido em Vitória: conservador, cristão, patriota, competente, preparado e você pode confiar.”
Além de pedir voto para Halpher, Magno conclama seus seguidores a não votarem em candidatos de esquerda: “Eu peço a você: não vote na esquerda. Você é conservador”.
Magno apoiou os governos Lula e Dilma, os dois presidentes petistas, e fez campanha para ambos, respectivamente, nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010. Em 2018, apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, mas não conseguiu reeleger-se para um 3º mandato no Senado, após ter sido cotado até para ser candidato a vice-presidente com Bolsonaro.
Atualmente, Magno e Malafaia estão entre os mais conhecidos apoiadores do presidente da República no campo evangélico neopentecostal, muito embora Malafaia viva às turras com Bolsonaro nas redes sociais: nos últimos dias, por exemplo, o pastor tem postado uma série de vídeos chamando de “vergonhosa” a decisão do presidente de indicar Kassio Nunes Marques, católico, para a vaga de Celso de Mello no STF, em detrimento de um jurista evangélico.

ENGENHEIRO ATRASA A OBRA

Ex-diretor-presidente do DER-ES e ex-superintendente do Dinit no Espírito Santo, Halpher Luiggi atrasou a entrega da obra. E a obra no caso é o programa de governo que todo candidato a prefeito é obrigado a apresentar à Justiça Eleitoral no ato de pedido de registro de candidatura, realizado no dia 26 de setembro. Ao pedir o registro, Halpher não apresentou o plano de governo.
Intimado "para suprir as irregularidades relativas ao requerimento da candidatura", ele enfim pediu ao juiz eleitoral, nesta terça-feira (6), a juntada da sua proposta de governo ao resto da documentação. O arquivo já está disponível no site do TSE, para consulta pública.  Se não cumprisse a exigência legal, ele correria o risco de ter o registro de candidatura negado.

MENEGUELLI COM PAZOLINI

Enquanto isso, em Colatina, o prefeito Sérgio Meneguelli não apoia nenhum candidato à sua sucessão.  Não quer se envolver na campanha. Mas a regra parece só valer para Colatina. No último fim de semana, ele esteve em Vitória participando de uma carreata e de um "adesivaço" em apoio à candidatura a prefeito da Capital do deputado Lorenzo Pazolini, seu colega no Republicanos. O presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), também participou do ato.
Eles adesivaram carros com material de Pazolini na Praça do Papa e depois seguiram em carreata até São Pedro. Meneguelli chegou a gravar imagens para a propaganda eleitoral de Pazolini.

EM SANTA TERESA, EM SÃO PAULO...

Durante o ato de campanha de Pazolini, Meneguelli ainda posou ao lado de Edmar Hermógenes, também do Republicanos, candidato a prefeito de Santa Teresa, que, sem fazer cerimônia, já mandou rodar o material de campanha dizendo que o governante de Colatina o apoia. E, por incrível que pareça, Meneguelli também já gravou vídeo, com a já tradicional camisa "Eu amo Colatina", em apoio ao candidato Marcos do Primavera (Podemos), da cidade de Jacareí, no interior de São Paulo. Isso mesmo: interior de São Paulo!

E NÃO PARA AÍ...

Na última segunda-feira (6), Meneguelli esteve pessoalmente no interior de São Paulo. Primeiro, gravou depoimento de apoio a Piter Santos, candidato a prefeito de Vargem Grande Paulista, ao lado do próprio candidato, também filiado ao Republicanos. Depois, sempre ao lado do candidato, percorreu a cidade em cima de um trio elétrico, com microfone em punho, convidando as pessoas para o comício marcado para mais tarde. Em seguida, às 19h, com a camiseta que virou sua marca, o prefeito colatinense subiu ao palanque e participou do comício do candidato.  De novo: Vargem Grande Paulista.

RESUMINDO...

Aparentemente, Sérgio Meneguelli se tornou garoto-propaganda de candidatos, especialmente os do Republicanos, além das divisas de Colatina e do Espírito Santo.

A REVIRAVOLTA NO REPUBLICANOS EM COLATINA

O Republicanos entrou na eleição em Colatina planejando lançar Meneguelli à reeleição. Ele não quis e agora afirma que pretende ser candidato a deputado estadual. Em seguida, o partido entrou na coligação do candidato Luciano Merlo (Patriota), emplacando como candidato a vice-prefeito o empresário Marcos Guerra. Mas Guerra também declinou da posição na chapa (segundo ele, entre outras razões, para ser candidato a deputado federal em 2022).
Conclusão: o Republicanos agora, em Colatina, tem um pré-candidato a deputado estadual, um pré-candidato a deputado federal e nenhum nome concorrendo à eleição majoritária na cidade. 

DESELEGÂNCIA

Que Meneguelli tenha decidido não disputar a reeleição, tudo bem: é legítimo e é direito dele. Que não queria apoiar ninguém, idem. Mas o prefeito afirmou à coluna que não pretende nem sequer participar da cerimônia de posse do seu sucessor, no dia 1º de janeiro. Aí já não dá para entender. Além de último dever institucional, é uma questão de elegância e de cordialidade. "Passar a faixa" é rito importante na democracia: simboliza respeito à transição e à alternância de poder. Essa decisão, pelo menos, o prefeito poderia repensar, em demonstração de respeito às regras do jogo democrático.

CAMPANHA DE PAZOLINI FOCA NA SEGURANÇA

De volta a Vitória, Pazolini acaba de lançar um dos seus primeiros vídeos, com jingle e slogan. Todos esses elementos não deixam dúvida de que a segurança pública terá destaque em sua plataforma de campanha. Em um trocadilho bem pensado com o nome do candidato, o jingle diz que "Vitória quer paz: Pazolini". "Vitória de paz e igualdade", diz o slogan.
Os dois conceitos serão explorados na campanha, para atingir, respectivamente, os anseios da população de classe média alta e os da população de baixa renda: por um lado, a paz (ou seja, a segurança), em um momento de recrudescimento da violência na cidade; por outro, a igualdade de oportunidades. 

COSER LARGA NA FRENTE ($$$)

No quesito recursos para financiamento de campanha, o candidato a prefeito de Vitória pelo PT, João Coser, largou na frente de todos os seus 12 adversários somados. No seu caixa de campanha, já bateu a primeira parcela do Fundo Eleitoral repassada pela cúpula nacional do partido: a "ninharia" de R$ 141 mil.
Para se ter uma ideia da disparidade, isso é quase cinco vezes mais que o valor já acumulado, na prestação de contas ao TSE, pelo 2º colocado nesse ranking: o vice-prefeito Sérgio Sá (PSB), que já tem R$ 30 mil, sendo R$ 20 mil do Fundo Eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes de recursos. Em 3º vem Gandini (Cidadania), com R$ 20 mil, registrados como "outros recursos". 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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