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Réplica

Manato: “Sou candidatíssimo a governador em 2022”

Ex-deputado refuta com veemência a análise de que perdeu muito espaço no cenário político estadual nos últimos dois anos, após ter saído fortalecido da eleição de 2018

Publicado em 22 de Fevereiro de 2021 às 19:00

Públicado em 

22 fev 2021 às 19:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Manato e Bolsonaro: dupla continua afinada
Manato e Bolsonaro: dupla continua afinada Crédito: Divulgação
O ex-deputado federal Carlos Manato afirma: “Sou candidato a governador em 2022. Sou candidatíssimo a governador. Já estou trabalhando para isso. Bolsonaro e Manato 2022”. Sem partido desde março de 2020, Manato diz que, para abrigar sua candidatura, se filiará ao partido no qual o presidente Jair Bolsonaro decidir entrar:
“Não vai sair o Aliança [pelo Brasil], e eu vou com Bolsonaro para o partido dele. Se ele for para o Patriota, eu vou para o Patriota. Se ele for para o PTB, eu vou para o PTB. Se ele for para o ‘perequetê’, eu vou para o ‘perequetê’. Isso é questão de lealdade.”
Eleito presidente pelo PSL em 2018, Bolsonaro desligou-se do partido em novembro de 2019, após uma disputa com o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, pelo controle dos recursos partidários. Em fevereiro de 2020, Manato saiu da presidência estadual do PSL e, no mês seguinte, desfiliou-se.
O ex-deputado refuta com veemência a análise feita aqui nesta segunda-feira de que, após ter saído da eleição de 2018 com o capital político fortalecido, ele tem perdido muito espaço no cenário político estadual, inclusive, mais concretamente, com a perda de cargos que chegou a acumular em várias instâncias.
“É lógico que discordo dessa análise. É uma interpretação sua. Não estou morto. Estou mais vivo do que vocês pensam”, rebate Manato.
Além de não ser mais dirigente de nenhum partido, o ex-deputado foi exonerado, em junho de 2019, do cargo comissionado de assessor especial, vinculado à Casa Civil, que ocupava no governo Bolsonaro. No dia 1º deste mês, foi destituído da presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae-ES, assumido por ele em janeiro de 2019, mês da posse de Bolsonaro na Presidência.
Nas últimas eleições municipais, em novembro do ano passado, Manato apoiou muitos candidatos a prefeito, mas não emplacou nenhum aliado em prefeituras da Grande Vitória e das maiores cidades do interior.
O ex-deputado fez questão de rebater alguns pontos específicos trazidos pela coluna.

RESULTADO ELEITORAL EM 2020

Do ponto de vista de Manato, ele na verdade tirou um saldo positivo de sua participação nas eleições de 2020. Pelas suas contas, nove prefeitos (todos em cidades do interior) se elegeram com seu apoio e participação direta na campanha. Ele especifica os prefeitos de Alegre, Guaçuí, Ibitirama, Castelo, São Roque do Canaã, Itaguaçu, São Gabriel da Palha e Afonso Cláudio, além do vice-prefeito de Santa Teresa.
“Eu tinha um prefeito, que era o Jones Cavaglieri, de Aracruz, que nós fizemos na eleição passada [em 2016]. Em 2020 nós participamos diretamente de sete movimentos e de nove candidaturas. Será que eu saí perdendo?”, questiona o ex-deputado.
“Na sua visão, a gente perdeu. Mas eu optei em não disputar a eleição para andar o Estado todo, defendendo o conservadorismo. Foi uma opção minha. Então essa perda é uma posição sua”, emenda ele, citando também o exemplo de Luciano Merlo (Patriota), candidato a prefeito de Colatina apoiado por ele e derrotado por pouco por Guerino Balestrassi (PSC).
“Lá em Colatina nós perdemos por 600 votos. Quase ganhou. Então, quer dizer, é uma interpretação sua. Não é uma interpretação que eu faço.”

ALIANÇA PELO BRASIL

Manato admite que o Aliança pelo Brasil, pré-lançado pelo próprio Bolsonaro para abrigar ele mesmo e aliados, não sairá do papel. Mas ele não expressa o menor arrependimento por ter saído do PSL.
“Existe um termo que vocês não conhecem, que é ‘lealdade’. Você conhece esse termo? Eu sou um cara leal. Eu tive que escolher ou Bolsonaro ou o PSL, com R$ 7 milhões. Quantos você acha que iam escolher Bolsonaro e iam deixar o PSL, com R$ 7 milhões? Sabe quantos políticos fariam isso no Brasil inteiro? Manato”, responde ele.
“Eu poderia ter ficado no PSL, porque eu já tinha 32 candidatos a prefeito [em 2020], 400 a vereador. Ia trazer milhões do Fundo Eleitoral. Abri mão disso tudo. Coloquei os aliados em outros partidos: no Republicanos, no PTB, no PL. Então, quer dizer, é uma análise sua. Não é minha. Eu tenho o conceito de lealdade. Eu sou leal ao projeto bolsonariano.”
Como dito no início, Manato diz que seguirá a filiação de Bolsonaro. Mas não quer mais ser dirigente partidário: “Não vou mais mexer com partido. Se ele for para o Patriota, o presidente estadual será o Rafael. Se ele for para o PTB, o presidente vai ser o Assis, com os amigos dele lá”, assinala o ex-deputado, referindo-se ao deputado estadual Rafael Favatto e ao Subtenente Assis, atuais presidentes dos respectivos partidos no Estado.
“Eu quero ajudar a construir a chapa proporcional e ter a garantia da majoritária. É isso que eu quero. Mas o partido é deles. Não quero pegar o volante do motorista.”

CARGO NO SEBRAE

Após pouco mais de dois anos no cargo voluntário, Manato perdeu a presidência do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-ES. Isso após perder o apoio da própria entidade que ele representava no conselho e pela qual havia chegado à presidência: a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes).
Presidente da Faciapes desde 2020, o empresário Arthur Avellar retirou o apoio da entidade a Manato e pediu a cadeira até então ocupada por ele, como representante titular da Faciapes no conselho do Sebrae-ES. Sem poder mais ser membro titular do órgão, Manato automaticamente perdeu a presidência. Ele evita falar em puxada de tapete: “Não vou entrar no mérito. Prefiro não entrar.”
O deputado, porém, tira por menos: “Depois até tentaram me colocar como titular em nome de outra federação. Eu disse: não, não quero mais. Eu não vou brigar por isso. Era um trabalho voluntário, que eu tinha que ir lá uma vez por mês, me desgastando. Já fiquei por dois anos, já fiz minha parte, está bom.”

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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