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Max Filho: “Não há ‘3° turno’ nem ‘terra arrasada’ em Vila Velha”

Ex-prefeito afirma que deixou dinheiro em caixa, finanças equilibradas, serviços funcionando e que deseja sucesso a Arnaldinho. E não descarta compor equipe de Casagrande: “Não digo que dessa água não beberei”

Publicado em 05 de Janeiro de 2021 às 18:02

Públicado em 

05 jan 2021 às 18:02
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Arnaldinho Borgo e Max Filho durante debate promovido por A Gazeta
Max Filho durante debate promovido por A Gazeta Crédito: Fernando Madeira
Respondendo à nossa coluna publicada na última segunda-feira (4), o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB) afirma que, no que depender dele, não há “3º turno eleitoral” na cidade, entre ele e o seu sucessor, Arnaldinho Borgo (Podemos). “Torço pelo sucesso do prefeito recém-empossado.” Max também garante que não deixa “terra arrasada” para o novo prefeito. “Muito pelo contrário: deixo a terra bem cuidada para o meu sucessor.”
Pouco comum em momentos de transição de governos, a medida, conforme argumentamos, poderia dificultar o início do mandato do seu sucessor. Max contra-argumenta: “Foi ele [Arnaldinho] quem pediu. Ele deu entrevistas dizendo que iria exonerar todos a partir de 1º de janeiro. Só fiz isso para o deixar mais à vontade”.
Expandindo a resposta à coluna, Max afasta a tese de “terra arrasada” não só no que diz respeito a esse decreto, mas em qualquer outro sentido. “Deixei a cidade com todos os seus serviços funcionando normalmente, com dinheiro em caixa e com capacidade de investimentos preservada. A cidade está equilibrada e não lembra em nada um cenário de ‘terra arrasada’.”
Sobre seu futuro político e eleitoral, Max não entra em detalhes e prefere agradecer ao povo canela-verde. “Devo tudo ao povo de Vila Velha e ao povo do Espírito Santo. Meu coração só tem espaço para gratidão em relação ao nosso povo.” Ele deixa uma pista, porém. Questionado sobre possível ingresso no secretariado do governo Casagrande, o ex-prefeito não refuta a ideia: “Não posso dizer ‘dessa água não beberei’”.
Em tempo: a coluna apurou que o governador pretendia conversar com Max ainda nesta semana e que é possível, sim, que convide o ex-prefeito para compor a sua equipe de governo nos próximos dois anos. Max está tirando 15 dias de férias e confirma que, quando retornar, vai procurar Casagrande.
Confira, abaixo, a entrevista completa de Max:

A transição em Vila Velha foi tensa, houve a exoneração dos comissionados e o prefeito eleito fez novas críticas ao senhor em entrevistas logo após a posse. Como o senhor responde a isso?

Eu torço pelo sucesso do prefeito recém-empossado. Sou cidadão de Vila Velha e quero o bem da cidade e da administração, diferentemente daqueles que torceram pelo “quanto pior, melhor” ao longo da nossa administração. Agora, eu deixei o município com suas finanças saneadas, com Triplo A obtido junto à Secretaria do Tesouro Nacional. Deixei R$ 291 milhões em caixa. Deixei recursos do Fonplata contratados, um financiamento da ordem de R$ 150 milhões, com R$ 10 milhões já repassados ao caixa da prefeitura (a primeira parcela repassada pelo banco). Deixei no caixa da prefeitura a contrapartida integral do município para esse financiamento: R$ 30 milhões, que dá 20% do valor do financiamento, incluídos nesses R$ 291 milhões. Deixei obras em andamento e serviços funcionando. O tapa-buracos funcionou até a véspera da posse do prefeito eleito. O prefeito eleito, no dia da sua posse, às 5 horas da manhã, foi lá posar numa fotografia e fazer uma filmagem ao lado dos garis, que trabalham por contrato não emergencial, como era o costume da administração anterior à nossa, mas contratados por licitação. Então deixei a cidade com todos os seus serviços funcionando normalmente, com dinheiro em caixa e com a capacidade de investimentos preservada. A cidade está equilibrada e não lembra em nada um cenário de “terra arrasada”. Muito pelo contrário: terra bem cuidada para o meu sucessor.

E o decreto que antecipou a exoneração de todos os comissionados? A expressão “terra arrasada” foi especificamente em alusão a isso...

Foi ele [Arnaldinho] quem pediu. Ele deu entrevistas dizendo que iria exonerar todos os comissionados a partir de 1º de janeiro. Eu fiz a exoneração no dia 31 de dezembro, deixando-o mais à vontade para preencher os cargos, a seu critério.

E quando o seu sucessor fala que os serviços da cidade estão “sucateados”?

Não é verdade. As pessoas sabem disso. Uma pessoa me mandou mensagem no dia 31 de dezembro: “Prefeito, véspera de o senhor sair da prefeitura, e o tapa-buraco está passando aqui na avenida Hugo Musso [que vai da Praia da Costa a Itapoã]”.

Se depender do senhor, então, haverá “3º turno”? Tem alguma sustentação essa minha tese do 3º turno eleitoral em Vila Velha?

Não sei o que você quer chamar de “3º turno”...

O prolongamento, digamos, de um conflito político entre o senhor e o seu grupo político e o do novo prefeito.

Isso é mais fixação dele. Eu estou cuidando da minha vida. Vou retomar a minha carreira junto ao Tribunal Regional do Trabalho. Sou servidor concursado desde 1994 [aos 26 anos]. Eu tenho profissão. Sou muito grato ao povo de Vila Velha. Não devo nada às elites políticas do Espírito Santo. Nunca fui nomeado a nada, nem eu nem meu pai [o ex-governador Max Mauro]. Tudo o que nós conquistamos foi o povo e Deus quem nos deu. Devo tudo ao povo de Vila Velha e ao povo do Espírito Santo. Meu coração só tem espaço para gratidão em relação ao nosso povo.

E seus planos políticos e eleitorais daqui para a frente?

Primeiro, eu cuidei de concluir bem o mandato. Penso que o fiz. Em dezembro encerrei esse ciclo. E o futuro a Deus pertence. Eu sou cidadão. Gozo dos meus direitos políticos. Posso votar, posso ser votado. Apesar de ter sido prefeito de Vila Velha por três mandatos, não respondo a nenhum processo judicial. Mas não tenho nenhuma definição e não vou fazer essa definição num período tão próximo ao último período eleitoral.

O senhor aceitaria eventual convite para integrar a equipe de governo de Renato Casagrande? Para ser secretário de Estado, por exemplo?

Olha, Vitor, eu não posso dizer “dessa água não beberei”, mas não estou pensando nisso. Eu já programei o meu retorno para o TRT, onde sou servidor de carreira. Nesse período de recesso do Judiciário, eu pedi quinze dias de férias. Então vou descansar com a família nestes 15 dias. É isso que está ocupando minha mente neste momento.

O governador o procurou ara conversar?

Ele me ligou no início do ano e eu falei que ia tirar férias. Ele pediu para, quando eu voltar, manter contato com ele.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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