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Eleições 2020

Os candidatos apoiados por Rigoni nas eleições municipais no ES

Deputado está apoiando azarões para as prefeituras de Vila Velha, Serra e Linhares. Quase todos os candidatos escolhidos por ele são estreantes nas urnas

Publicado em 10 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

10 out 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Rigoni apoia Lucas Scaramussa (Linhares), Dalton Morais (Vila Velha) e Gracimeri Gaviorno (Serra)
Rigoni apoia Lucas Scaramussa (Linhares), Dalton Morais (Vila Velha) e Gracimeri Gaviorno (Serra) Crédito: Amarildo
Com menos de 30 anos de idade, Felipe Rigoni (PSB) exerce o seu primeiro mandato político, para o qual se elegeu em 2018. Naquele pleito, o até então praticamente desconhecido engenheiro de produção e mestre em Políticas Públicas por Oxford tornou-se o 2º candidato mais votado para deputado federal no Espírito Santo, graças a uma campanha muito bem realizada que virou case de sucesso, sobretudo pelo uso correto (e honesto) das redes sociais. De quebra, tornou-se o primeiro deputado federal cego da história do país.
Desde que chegou à Câmara, em fevereiro de 2019, Rigoni, embora novato, tem se destacado em algumas das discussões mais importantes travadas no Congresso: após intensa participação na aprovação da reforma da Previdência (algo que lhe rendeu um conflito com a cúpula do PSB e a decisão de sair da legenda), o deputado agora tem obtido projeção nos debates sobre as reformas tributária e administrativa, além de relatar o Fundeb. Por tudo isso, Rigoni pode ser um importante cabo eleitoral nesta eleição municipal no Estado.
Ele sabe disso e não pretende se furtar a esse papel. Tanto que já construiu uma lista de candidatos a prefeito e a vereador que serão apoiados por ele no Espírito Santo. Como adora planejamento, chegou a criar um “programa de formação e apoio político” para ajudar a eleger os seus escolhidos, intitulado “Política Futura”. O time de Rigoni inclui quatro candidatos a prefeito (dois na Grande Vitória e dois em cidades do Norte) e 14 a vereador.
Os 18 “rigonistas” estão espalhados por 10 municípios, sendo cinco na Região Metropolitana e os outros cinco no interior. Quinze deles passaram pela formação do RenovaBR Cidades. Voltado para a formação de líderes políticos e candidatos nas eleições municipais deste ano, o curso foi oferecido pelo RenovaBR, um movimento cívico idealizado e mantido por empresários como Eduardo Mufarej e Luciano Huck (este, também apresentador de TV e sempre citado como possível candidato à Presidência em 2022).
O próprio Rigoni participou da primeira edição do curso do RenovaBR, entre 2017 e 2018, focada na capacitação de candidatos para as eleições gerais passadas. Em 2018, o movimento elegeu 16 candidatos a vários cargos parlamentares Brasil afora (a metade deles, filiada ao Novo). Rigoni foi um dos alunos eleitos, filiado ao PSB.

PASSEMOS AOS NOMES

Na Grande Vitória, para prefeito de Vila Velha, Rigoni está apoiando o candidato do partido Novo, Dalton Morais, professor de Direito na Faesa e procurador federal da Advocacia-Geral da União.
Para chefe do Executivo da Serra, o apoio do deputado é da delegada aposentada Gracimeri Gaviorno (PSC), ex-chefe da Polícia Civil no Espírito Santo.
Já em Linhares, município de Rigoni, o deputado está apoiando a candidatura a prefeito do advogado Lucas Scaramussa (DC).
Os três disputam a prefeitura pela primeira vez e podem ser considerados azarões nas respectivas cidades. Também como ponto em comum, Dalton, Gracimeri e Lucas participaram da última turma do RenovaBR Cidades.
O quarto candidato a prefeito apoiado por ele agora é Bilu Picoli (Solidariedade), de Rio Bananal, cidade vizinha a Linhares. Dos quatro, ele é o único que não vem da turma do RenovaBR Cidades.
Dos 14 candidatos à vereança apoiados por Rigoni, nove pertencem à Região Metropolitana:
Naone Garcia (PSD), Pedro Henrique Sarkis (PSD) e Paulo Vitor Dal Col (PV), em Vitória; Sandra Medeiros Freitas (PSDB) e Luiz Gustavo de Oliveira (PSB), em Vila Velha; Maylla Venturin (PSB) e Darcy Costa Junior (Patriota), na Serra; Francisco de Assis Sizino (PV), em Cariacica; e Lucas Francisco Neto (Cidadania), em Guarapari.
Os outros cinco concorrem em municípios do interior: Denilza Bernardes Colonna (PSD), em Linhares; João Pedro Carvalho Rocha (Cidadania), em Ibatiba; Orlando dos Santos Netto (PTB), em Itaguaçu; Pedro Henrique Gonçalves (Podemos) e Anderson Merlin Salvador (PSDB), em Nova Venécia.
Tirando Paulo Vitor Dal Col (Vitória) e Danilza Colonna (Linhares), todos participaram do RenovaBR Cidades. Esse, de fato, foi um dos critérios de escolha de Rigoni, mas não o único. Ele explica a concepção e os objetivos do seu “programa de apoio político”:
“Qual foi a grande ideia? Eu fui eleito numa linha do RenovaBR, do movimento Acredito etc., que buscavam trazer melhores práticas para a política. E tenho me esforçado muito para fazer jus a isso. Existem barreiras de entrada muito grandes para pessoas comuns, sem vinculações partidárias muito grandes e sem histórico na política. E parte do meu papel e do papel de várias pessoas eleitas com esse ideal é também quebrar um pouco essas barreiras para a entrada.”
Quebrar como?
“Não só no sentido do apoio específico, que é o que estou fazendo agora, mas também ensinar um pouco as pessoas sobre como fazer uma campanha bem feita, que seja ética e não seja absurdamente cara. Eu tinha dúvidas sobre isso quando decidi ser candidato a deputado. Tivemos sucesso em 2018 e quero repassar esse conhecimento agora. Por exemplo, como engajar voluntários? Foi uma das chaves da minha eleição em 2018.”
Para a transmissão do conhecimento, Rigoni está prestando uma mistura de mentoria com consultoria voluntária aos seus eleitos, orientando cada um periodicamente. Quanto ao apoio propriamente dito, afirma ele, será concretizado de todas as maneiras possíveis: gravando depoimentos, subindo nos palanques, postando mensagens, andando com eles nas ruas.
Os candidatos escolhidos por Rigoni são, majoritariamente, estreantes nas urnas. Segundo ele, a iniciativa é suprapartidária. O fator “filiação” teve peso zero na “seleção”. De fato, a lista traz candidatos de 12 siglas diferentes, do PTB agora bolsonarista ao PSB que se opõe a Bolsonaro, com predomínio de partidos de centro-esquerda e centro-direita.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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