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Cidadania foi um dos partidos que mais se deram bem no período da “janela de contratações de prefeitos com mandato”. Encerrada a temporada de filiações de pré-candidatos que pretendem disputar a eleição municipal de outubro, o partido de
Luciano Rezende quadruplicou o número de prefeitos filiados no Espírito Santo.
O detalhe que chama a atenção é a presença de três prefeitos das regiões Norte e Noroeste do Estado nesse rol de recém-filiados ao Cidadania. É a terra do deputado federal
Josias da Vitória. Filiado ao partido desde 2018, o deputado teve participação pessoal na atração dos novos quadros. Alguns decidiram transferir-se para o Cidadania por causa dele.
Agora, estes são os prefeitos do ES no time do Cidadania:
1. Christiano Spadetto (Conceição do Castelo) – ex-MDB
2. Ninho (Dores do Rio Preto) – ex-PDT
3. Céia Ferreira (São Gabriel da Palha) – ex-Solidariedade
4. Arnobio Pinheiro (Pinheiros) – ex-Republicanos
5. Paulinho Mineti (Venda Nova do Imigrante) – ex-PROS
6. Robinho Parteli (Vila Valério) – ex-PTN
8. Luciano Rezende (Vitória)
Reeleitos em 2016, Juninho e Luciano não podem concorrer a um novo mandato neste ano. Os demais (ou seja, todos os novos “contratados”) chegaram ao cargo na eleição municipal passada, em 2016, e podem concorrer à reeleição em outubro.
Isso significa que a aliança PSB/Cidadania, hoje no poder no Espírito Santo, saltou, no total, de 6 para 17 prefeitos com mandato. Juntos, os dois partidos quase triplicaram o número de prefeituras sob o seu comando em solo capixaba.
Em 2016, nas urnas, Cidadania (2) e PSB (5) fizeram, juntos, 7 prefeitos no Estado: 9% das prefeituras.
Hoje, estão à frente de 21,8% das prefeituras. Arredondando, após as recentes filiações, de cada cinco prefeitos no Espírito Santo, um é do PSB ou do Cidadania.
O presidente do Cidadania no Espírito Santo é o deputado estadual
Fabrício Gandini, pré-candidato a prefeito de Vitória apoiado por Luciano Rezende.
Mas, pensando friamente, é interessante constatar que Vidigal talvez tivesse a ganhar politicamente se lançasse Marcelo como candidato a prefeito de Cariacica pelo PDT. O próprio Vidigal deve se candidatar à Prefeitura da Serra; seu filho, Eduardo Vidigal, deve ser candidato a vereador no mesmo município. E sua esposa, Sueli Vidigal, hoje suplente de deputada estadual, poderia subir para a Assembleia Legislativa.
Se os três membros da família tiverem êxito, Vidigal pode fazer um “hat trick” (três gols na mesma partida) e pedir música para o Tadeu Schimdt em outubro, no “Fantástico”. Mas essa conta não é tão simples. O ex-prefeito e o filho dele só dependem de si mesmos. Mas Sueli é a 2ª suplente da coligação que, em 2018, reuniu PDT, PSD, DEM e PPL.
O primeiro suplente da mesma coligação é o ex-deputado Luiz Durão (PDT).
Desde janeiro de 2017 (metade do governo passado de
Paulo Hartung), Sérgio Eduardo Corrêa Vidigal ocupa o cargo comissionado de gerente de prospecção de negócios da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (
Ceasa). De acordo com o Portal da Transparência do governo do Estado, ele recebeu, no mês passado, a soma de R$ 13.276,04 brutos. Com descontos, salário líquido de R$ 9.750,49.
Sérgio Vidigal apoiou Hartung na campanha de 2014, e o PDT participou de seu governo. Em 2018, o deputado apoiou Casagrande. E o PDT segue no governo.