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Vitor Vogas

Paulo Hartung de volta ao jogo: PSD pode lançar chapa com ex-governador e Meneguelli

Presidido no Estado por Renzo Vasconcelos, partido já havia anunciado apoio a Pazolini, mas agora prefeito de Colatina diz que a posição foi reavaliada. Leia a entrevista do prefeito

Publicado em 20 de Julho de 2026 às 11:00

Públicado em 

20 jul 2026 às 11:00
Vitor Vogas

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Vitor Vogas Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Sérgio Meneguelli, Paulo Hartung e Aridelmo Teixeira
Sérgio Meneguelli, Paulo Hartung e Aridelmo Teixeira Reprodução do Instagram

O Partido Social Democrático (PSD) já havia anunciado o compromisso de se coligar com o Republicanos no Espírito Santo e apoiar o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini para governador. Há cerca de dois meses, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD, chegou a fazer postagem no Instagram registrando o referido compromisso. Mas isso agora foi revisto.


Segundo o próprio Renzo, porém, o PSD decidiu reavaliar sua posição. Agora, de acordo com ele, “nada está descartado” e, até sua convenção estadual, no início de agosto, o partido pretende dialogar com todos os pré-candidatos ao Palácio Anchieta, incluindo o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT), adversários de Pazolini.


Ainda de acordo com Renzo, o PSD também está disposto a lançar uma chapa puro-sangue (sem partidos coligados), com candidatos próprios a governador, vice-governador(a) e senador, se concluir que isso é o melhor para o crescimento do partido e do Espírito Santo.


Nesse caso, afirma o prefeito de Colatina, o ex-governador Paulo Hartung, filiado ao PSD desde o ano passado, ocuparia a cabeça da chapa, concorrendo novamente ao Palácio Anchieta, enquanto o deputado estadual Sérgio Meneguelli, filiado ao PSD desde março, seria o candidato ao Senado. Hartung, destaca Renzo, está com vontade política.

Paulo está daquele mesmo jeito: ele é candidato a tudo, é candidato a nada, é candidato à evolução do partido e ao crescimento partidário. Está à disposição e com vontade política.

Renzo Vasconcelos, prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD

O redirecionamento estratégico do partido foi definido na manhã desta segunda-feira (20), em reunião de Renzo com Paulo Hartung, com a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, e com o ex-secretário de Governo de Vitória Aridelmo Teixeira (também filiado ao PSD).


À distância, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avalizou o reposicionamento da sigla no tabuleiro eleitoral capixaba, ainda de acordo com Renzo.

Confira a entrevista do prefeito de Colatina à coluna:

 

Qual é a resolução tomada neste momento pela direção do PSD?

 

Nós temos um excelente quadro para discutir a possibilidade de candidatura própria, majoritária: governador e Senado. Hoje eu tenho a liberdade, dada pelo presidente nacional, Gilberto Kassab, de dialogar para que a gente possa fazer o PSD crescer, pensando no desenvolvimento do Espírito Santo. Então, eu devo conversar, nos próximos dias, com todas as frentes, para entender melhor a política para o Estado.

 

Na prática, isso significa que o senhor abrirá diálogo, por exemplo, com o governador Ricardo Ferraço?

 

Significa que eu abrirei diálogo com todas as frentes.

 

Incluindo o Helder?

 

Também. Nós vamos discutir o melhor para o desenvolvimento do Espírito Santo.

 

Então, se o senhor e o partido, por exemplo, concluírem que o melhor é estar numa aliança com o Ricardo, na coligação liderada pelo governador, isso está na mesa do PSD?

 

Está na mesa. Com certeza.

 

Nada está descartado?

 

Nada, nada. O melhor diálogo aqui, no caso, é o crescimento partidário do PSD, mas, principalmente, a evolução e o crescimento do Espírito Santo.

 

Vocês podem, inclusive, lançar uma chapa puro-sangue, com candidato próprio a governador e também ao Senado? E aí, nesse caso, quem ocuparia as respectivas posições?

 

Paulo Hartung ao Governo do Estado e Sérgio Meneguelli ao Senado.

 

E Lívia Vasconcelos como vice?

 

O partido vai ocupar o nome de vice com quem a gente achar melhor, mas Lívia pode ser candidata, sim. Também pode ser candidata a deputada.

 

Prefeito, em outras palavras, o senhor e o PSD decidiram reavaliar aquela decisão inicial de se coligar com o Republicanos?

 

Sim.

 

E por quê? Tem a ver com a recente união de forças do Republicanos com o PL e as últimas manifestações?

 

Não, não necessariamente. Tem a ver com o crescimento do Espírito Santo, crescimento partidário, o desenvolvimento do Estado e até a possibilidade de vir com uma chapa pura, visto que a gente tem os candidatos que pontuam bem, mesmo não sendo pré-candidatos.

 

A última pesquisa da Quest, que nós publicamos na última quinta-feira, trazendo, por exemplo, o ex-governador Paulo Hartung muito bem posicionado nas intenções de voto para o Governo do Estado, animou vocês também?

 

Animou, com certeza.

 

E o próprio Paulo Hartung? Está animado?

 

Paulo está daquele mesmo jeito: ele é candidato a tudo, é candidato a nada, é candidato à evolução do partido e ao crescimento partidário.

 

Está à disposição?

 

Está à disposição e com vontade política.

 

E quando será a convenção estadual do PSD?

 

Provavelmente no dia 2 ou no dia 4 de agosto.

 

Quanto tempo de TV e rádio deverá ter o PSD em cada bloco de 10 minutos no horário eleitoral gratuito?

 

Salvo engano, mais de 50 segundos. Hoje o PSD tem a quarta maior bancada da Câmara, atrás de União Progressista, PL e PT.

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Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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