O Partido Social Democrático (PSD) já havia anunciado o
compromisso de se coligar com o Republicanos no Espírito Santo e apoiar o
ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini para governador. Há cerca de dois
meses, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD, chegou a fazer postagem no
Instagram registrando o referido compromisso. Mas isso agora foi revisto.
Segundo o próprio Renzo, porém, o PSD decidiu reavaliar sua posição.
Agora, de acordo com ele, “nada está descartado” e, até sua convenção estadual, no
início de agosto, o partido pretende dialogar com todos os pré-candidatos ao
Palácio Anchieta, incluindo o governador Ricardo
Ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT),
Ainda de acordo com Renzo, o PSD também está disposto a
lançar uma chapa puro-sangue (sem partidos coligados), com candidatos próprios a
governador, vice-governador(a) e senador, se concluir que isso é o melhor para o crescimento do partido e do Espírito Santo.
Nesse caso, afirma o prefeito de Colatina, o ex-governador Paulo Hartung, filiado ao PSD desde o ano passado, ocuparia a cabeça da chapa, concorrendo novamente ao Palácio Anchieta, enquanto o deputado estadual Sérgio Meneguelli, filiado ao PSD desde março, seria o candidato ao Senado. Hartung, destaca Renzo, está com vontade política.
Paulo está daquele mesmo jeito: ele é candidato a tudo, é candidato a nada, é candidato à evolução do partido e ao crescimento partidário. Está à disposição e com vontade política.
Renzo Vasconcelos, prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD
O redirecionamento estratégico do partido foi definido na
manhã desta segunda-feira (20), em reunião de Renzo com Paulo Hartung, com a
primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, e com o ex-secretário de Governo
de Vitória Aridelmo Teixeira (também filiado ao PSD).
À distância, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avalizou
o reposicionamento da sigla no tabuleiro eleitoral capixaba, ainda de acordo com
Renzo.
Confira a entrevista do prefeito de Colatina à coluna:
Qual é a resolução tomada neste momento pela direção do PSD?
Nós temos um excelente quadro para discutir a
possibilidade de candidatura própria, majoritária: governador e Senado. Hoje eu
tenho a liberdade, dada pelo presidente nacional, Gilberto Kassab, de dialogar para
que a gente possa fazer o PSD crescer, pensando no desenvolvimento do Espírito
Santo. Então, eu devo conversar, nos próximos dias, com todas as frentes, para entender
melhor a política para o Estado.
Na prática, isso significa que o senhor abrirá diálogo, por exemplo,
com o governador Ricardo Ferraço?
Significa que eu abrirei diálogo com todas as
frentes.
Incluindo o Helder?
Também. Nós vamos discutir o melhor para o
desenvolvimento do Espírito Santo.
Então, se o senhor e o partido, por exemplo, concluírem que o melhor é
estar numa aliança com o Ricardo, na coligação liderada pelo governador, isso
está na mesa do PSD?
Está na mesa. Com certeza.
Nada está descartado?
Nada, nada. O melhor diálogo aqui, no caso, é o
crescimento partidário do PSD, mas, principalmente, a evolução e o crescimento do
Espírito Santo.
Vocês podem, inclusive, lançar uma chapa puro-sangue, com candidato
próprio a governador e também ao Senado? E aí, nesse caso, quem ocuparia as
respectivas posições?
Paulo Hartung ao Governo do Estado e Sérgio Meneguelli
ao Senado.
E Lívia Vasconcelos como vice?
O partido vai ocupar o nome de vice com quem a
gente achar melhor, mas Lívia pode ser candidata, sim. Também pode ser candidata a deputada.
Prefeito, em outras palavras, o senhor e o PSD decidiram reavaliar
aquela decisão inicial de se coligar com o Republicanos?
Sim.
E por quê? Tem a ver com a recente união de forças do Republicanos com o PL e
as últimas manifestações?
Não, não necessariamente. Tem a ver com o crescimento
do Espírito Santo, crescimento partidário, o desenvolvimento do Estado e até a
possibilidade de vir com uma chapa pura, visto que a gente tem os candidatos que
pontuam bem, mesmo não sendo pré-candidatos.
A última pesquisa da Quest, que nós publicamos na última quinta-feira,
trazendo, por exemplo, o ex-governador Paulo Hartung muito bem posicionado nas
intenções de voto para o Governo do Estado, animou vocês também?
Animou, com certeza.
E o próprio Paulo Hartung? Está animado?
Paulo está daquele mesmo jeito: ele é candidato a
tudo, é candidato a nada, é candidato à evolução do partido e ao crescimento
partidário.
Está à disposição?
Está à disposição e com vontade política.
E quando será a convenção estadual do PSD?
Provavelmente no dia 2 ou no dia 4 de agosto.
Quanto tempo de TV e rádio deverá ter o PSD em cada bloco de 10
minutos no horário eleitoral gratuito?
Salvo engano, mais de 50 segundos. Hoje o PSD tem
a quarta maior bancada da Câmara, atrás de União Progressista, PL e PT.
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