O que atraiu o senhor para se filiar à Rede Sustentabilidade?
Por quê?
E a candidatura agora? Como foi essa construção e por que o senhor decidiu se lançar pré-candidato a prefeito?
Mas então o senhor se declara pré-candidato a prefeito?
E essa pré-candidatura é irrevogável ou pode ser que, lá no período das convenções e registro de candidaturas, a Rede opte por uma composição e acabe apoiando outro candidato?
Pelo que o senhor relatou, podemos dizer que o senador Fabiano Contarato foi o grande incentivador da sua pré-candidatura?
E que política é essa?
Em linhas gerais, o que o senhor defende para Vila Velha dos pontos de vista econômico e administrativo?
Sobre o "parque industrial limpo" a que o senhor se referiu: como viabilizar isso?
E quanto à atual administração? Em linhas gerais, como o senhor avalia esse terceiro governo do prefeito Max Filho?
O "último mandato" que o senhor fala é o atual, não é?
Em razão da pandemia do novo coronavírus, existe a possibilidade de adiamento da eleição de outubro, mas até o momento, oficialmente, o calendário eleitoral está mantido. E, se for realmente mantido, há uma visão geral de que os candidatos pouco conhecidos pelo eleitor, como o senhor, saem em grande desvantagem, sobretudo em cidades grandes como Vila Velha. O que o senhor pensa sobre isso? Acredita que possa sair prejudicado e defende o adiamento do pleito?
Falando em espaço, a Rede é um partido muito pequeno, não em termos de ideias, mas de estrutura. Não superou a cláusula de barreira em 2018, logo não tem acesso ao fundo partidário. O senhor acha que o partido está apto para participar dessa eleição num colégio eleitoral tão grande de maneira competitiva?
Como candidato pela Rede, o senhor ficará sujeito a não participar de todos os debates, uma vez que a resolução do TSE que trata desse tema diz que as emissoras de rádio e TV só serão obrigadas a convidar os candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco congressistas. No caso de um partido como a Rede, o convite será facultativo. O senhor acha que isso pode prejudicar a sua campanha, ou dá para compensar?
Do capitalismo ao comunismo: da Bolsa de Valores ao PCdoB
Nascido em 1980, Rafael Primo mora em Vila Velha desde os dois dias de vida. Cresceu em Coqueiral de Itaparica, populoso bairro de classe média onde mora até hoje. Seus pais moravam em Araçás. Formou-se em Administração na Faculdade Novo Milênio, também em Itaparica, como beneficiário do Prouni, programa de financiamento estudantil criado no governo Lula, fato que ele faz questão de destacar: "Considero o Prouni um programa de altíssimo valor republicano".
Na iniciativa privada, tem experiência de atuação no setor bancário (Itaú, Unibanco e Santander) e, de maneira autônoma, como representante de marcas e segmentos e como consultor de negócios. Também é corretor da Bolsa de Valores certificado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No mundo político, já foi simpatizante do PT, teve uma breve passagem pelo PCdoB e chegou a disputar uma eleição pelo partido, a deputado estadual, em 2018. Conta que à época decidiu entrar no PCdoB por afinidade com o atual presidente do Detran-ES, Givaldo Vieira, que acabara de trocar o PT pela outra sigla de esquerda. Lançou a candidatura para ajudar a chapa, mas diz que não foi uma boa experiência: "Ficou de bom só o aprendizado".
Logo depois da eleição de 2018, filiou-se à Rede Sustentabilidade. Em 2019, assumiu a presidência do partido em Vila Velha. De 2019 para este ano, participou da última turma do movimento RenovaBR para a formação política de potenciais candidatos nas eleições municipais (o "RenovaBR Cidades"). Por sinal, o movimento apadrinhado por Luciano Huck tem participantes, principalmente, da Rede, do Novo e do Cidadania.