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Vitor Vogas

Torino é indicado para relatar processo contra Assumção, colega no PSL

Corregedor-geral da Assembleia, Hudson Leal, indicou Torino Marques para relatar o pedido de investigação da Procuradoria Geral da Casa contra Assumção, por quebra de decoro. Torino reluta em aceitar a designação

Publicado em 16 de Setembro de 2019 às 13:15

Públicado em 

16 set 2019 às 13:15
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Torino Marques é integrante da bancada do PSL, mesmo partido de Capitão Assumção Crédito: Tati Beling/Ales
Colega de bancada de Capitão Assumção no PSL, o deputado Torino Marques foi indicado pelo corregedor-geral da Assembleia, Hudson Leal (PRB), para relatar a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da Casa contra Assumção, por quebra de decoro parlamentar. Torino confirma a indicação, mas reluta em aceitar assumir a relatoria do caso. 
"Sim. Hudson me procurou, conversou comigo e me disse que gostaria de me indicar como relator. Mas ainda não há definição sobre isso. Ainda vamos conversar na Corregedoria."
Na última quinta-feira (12), a Procuradoria da Assembleia protocolou denúncia junto à Corregedoria em face de Assumção, por possível violação do artigo 294 do Regimento Interno da Assembleia. É o artigo que caracteriza discursos de incitação à prática de crime como "atentatórios contra o decoro parlamentar".
Na quarta-feira (11), da tribuna do plenário, Assumção declarou que daria R$ 10 mil do próprio bolso para o homem que assassinar o autor do homicídio da jovem Maiara de Oliveira, em Cariacica. 
A denúncia é assinada pelo procurador-geral da Casa de Leis, Rafael Teixeira de Freitas. O corregedor-geral, Hudson Leal, decidiu escolher o relator respeitando um rodízio que segue ordem pré-estabelecida entre os membros da Corregedoria. Hudson poderia avocar o processo (assumir a relatoria), mas não pretende fazer isso. 
Escolhido por Hudson, Torino tampouco se mostra à vontade com a designação. Sobre a conduta de Assumção, ele contemporiza e alivia o peso da fala do colega de bancada. Segundo ele, "cada um tem o seu mandato e exerce o mandato como quer". 
"Não tenho uma definição [sobre aceitar a relatoria]. Cada um tem o seu mandato e exerce o mandato como quer. Estamos todos muito consternados com a situação da segurança pública no Espírito Santo. Ele fez uma fala muito feroz. Não retiro as palavras dele porque foram as palavras dele. Mas só estava consternado com a situação. O Capitão Assumção é um deputado muito amável. Foi no calor do momento. Então depende dele. O mandato é de cada um e cada um faz o seu mandato como quer. Mas ele tem aqui grandes amigos para dar a ele bons conselhos."

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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