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Em Cima do Lance

Declaração de Wilson Seneme levanta polêmica sobre o uso do VAR

Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem afirmou que o árbitro assistente de vídeo (VAR) não precisa mostrar todos os ângulos e imagens disponíveis ao árbitro central durante a revisão de jogadas

Publicado em 10 de Junho de 2024 às 13:37

Públicado em 

10 jun 2024 às 13:37
Wallace Valente

Colunista

Wallace Valente

wvalente2000@yahoo.com.br

Wilson Seneme, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem
Wilson Seneme, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem Crédito: Lesley Ribeiro/CBF
Recentemente, Wilson Seneme, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, causou uma grande controvérsia no futebol brasileiro, ao afirmar em seu depoimento na CPI das apostas esportivas no Senado Federal, que o árbitro assistente de vídeo (VAR) não precisa mostrar todos os ângulos e imagens disponíveis ao árbitro central durante a revisão de jogadas.
Essa declaração, longe de ser apenas uma opinião técnica, levanta sérias preocupações sobre a integridade e a transparência das decisões arbitrais, sugerindo que a abordagem proposta por Seneme pode, na verdade, induzir o árbitro central a erros significativos.
Ao afirmar que a quantidade excessiva de ângulos pode mais atrapalhar do que ajudar, Seneme está, essencialmente, sugerindo que o árbitro central deve tomar decisões com base em uma visão incompleta da situação. A ideia de filtrar as imagens para mostrar apenas as "mais claras e relevantes" é altamente problemática, pois abre espaço para a subjetividade e potencialmente esconde detalhes cruciais que poderiam influenciar a decisão final.
A falta de acesso a todos os ângulos e imagens possíveis é uma receita para erros. Ao limitar a informação disponível, o árbitro central corre o risco de tomar decisões baseadas em uma compreensão parcial da jogada. Isso é especialmente preocupante em situações complexas, onde diferentes ângulos podem revelar nuances que uma única câmera não consegue captar.
Além disso, a transparência é um pilar fundamental para a credibilidade da arbitragem. Quando o público e os times sabem que o árbitro central tem acesso a todas as informações possíveis, há uma maior confiança nas decisões tomadas. Se, no entanto, essa informação é filtrada, a percepção é de que algo está sendo ocultado, o que inevitavelmente gera desconfiança e polêmica.
Diversos comentaristas esportivos e ex-árbitros expressaram preocupações legítimas sobre as declarações de Seneme. A crítica mais contundente, no entanto, reside na ideia de que a filtragem das imagens não só esconde informações cruciais, mas também coloca uma pressão injusta sobre o árbitro central. Ao receber uma visão limitada, o árbitro pode ser induzido a tomar decisões que não refletem a realidade completa da jogada, levando a erros que poderiam ter sido evitados com uma revisão mais abrangente.
A declaração de Seneme tem o potencial de impactar negativamente a arbitragem no futebol brasileiro. Se adotada, essa abordagem pode levar a um aumento no número de decisões controversas e erros, que poderiam ter sido corrigidos com uma revisão mais completa. Isso, por sua vez, prejudica a legitimidade do VAR como uma ferramenta de correção de erros claros e evidentes.
O depoimento de Wilson Seneme sobre o uso do VAR representa um passo na direção errada para a arbitragem no futebol. Ao sugerir que nem todos os ângulos e imagens precisam ser mostrados ao árbitro central, ele está, na prática, promovendo um sistema menos transparente e mais propenso a erros. A confiança no VAR e na arbitragem depende da total transparência e da máxima informação disponível para a tomada de decisões. Qualquer coisa menos do que isso é um desserviço ao esporte e aos seus milhões de fãs. A polêmica gerada por suas declarações mostra que, para o futebol brasileiro, a busca pela justiça no esporte deve sempre priorizar a clareza e a integridade acima da conveniência e da rapidez.

Wallace Valente

Arbitro capixaba com maior numero de atuacoes nacionais e internacionais, especializado em gestao esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, alem de partidas das series A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

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