“É impossível continuar no mercado sem estar ligado à tecnologia e acompanhando as mudanças.” A afirmação é da repórter especial da TV Globo Renata Ceribelli, que esteve em Vitória para participar da primeira fase do Educares 2026, promovido pela Rede Gazeta. O evento abordou a temática Longevidade, IA e o Novo Mercado de Trabalho.
A jornalista comentou sobre a longevidade, alertando que a questão vale tanto para as gerações mais novas quanto para as mais velhas, pois a população vai viver muito mais tempo na maturidade.
“É preciso pensar sobre a Inteligência Artificial (IA) e todas as mudanças tecnológicas de uma maneira inteligente. Nós somos a inteligência. Os mais jovens têm que olhar pro futuro com muito mais vida pela frente e quem já está na maturidade lembrar que tem muito o que aprender”, ressaltou.
Além de Renata Ceribelli, participaram do painel o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), Jales Cardoso Soares, e o diretor técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, com mediação da apresentadora da TV Gazeta Daniela Abreu.
A repórter também falou sobre o comportamento dentro do ambiente corporativo, principalmente em relação ao imediatismo do jovem. Ela lembrou que, em décadas passadas, os casais tinham mais filhos, enquanto hoje em dia predominam famílias com filhos únicos.
“A gente vê um fenômeno nas empresas de que nunca tantas gerações diferentes trabalharam no mesmo espaço. As organizações precisam ficar ligadas nisso e diminuir essa distância entre as gerações”, observou.
Eurípedes Pedrinha, do Sebrae, avaliou que o grande desafio hoje das empresas é se manterem produtivas e competitivas. Uma vez que o cenário muda a cada dia, as organizações precisam de pessoas cheias de repertório para conseguir agregar valor àquilo que a tecnologia faz.
“O mundo não parou de mudar hora nenhuma. As empresas precisam de garra, de fibra de profissionais que queiram agregar valor aos seus negócios”, salientou.
Jales Cardoso Soares, da Secti, apontou que a resiliência é um dos fatores que vão facilitar o desenvolvimento e os jovens têm a capacidade de olhar para algo e pensar naquilo de forma diferente.
“A educação é a forma mais eficiente de mitigar a desigualdade social. A gente tem que estar sempre olhando para o lado do ser humano e da tecnologia”, disse.
Pedrinha complementou que a capacidade de conhecimento transversal, de ter convívio entre os seres humanos, interação humana e criatividade para buscar complementar os vazios são habilidades que serão fortalezas e vantagens competitivas daqui para frente.
Como aprender mais que o futuro?
Lícia Assbu ressaltou que, para se adaptar a esse mundo de constantes transformações, é necessário ter resiliência. Ela também alertou sobre a importância da capacidade de realizar uma análise crítica, algo que só é possível por meio de relacionamentos, vivências e conhecimento.
“O ambiente mudou muito mais rápido do que a nossa capacidade de adaptação. Recebemos muita informação o tempo todo, e o nosso cérebro permanece conectado o tempo inteiro. Quem vai sobreviver a essas mudanças será aquele que tiver maior resiliência”, comentou.
Sobre a substituição de trabalhadores pela inteligência artificial, Bruno Lamas falou sobre a importância da adaptabilidade. Segundo ele, algumas atividades tendem a ser substituídas por máquinas.
“As pessoas acham que tecnologia é apenas máquina e robô, mas, na verdade, ela também é social e feita por pessoas para pessoas. Por isso, existe a reflexão de que o professor é a profissão do futuro, mas o momento vivido por esses profissionais também conta. O diálogo e a escuta são muito importantes”, avaliou.
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