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Altos e baixos

Ações do Banco do Brasil caem forte: ameaça ou oportunidade?

Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio de uma empresa, e é natural que ela passe por períodos bons e ruins. Por isso, diante da volatilidade natural do mercado acionário, o investidor deve buscar diversificação

Publicado em 04 de Agosto de 2025 às 10:08

Públicado em 

04 ago 2025 às 10:08
Andre Motta

Colunista

Andre Motta

andre.motta@valorinvestimentos.com.br

As ações do Banco do Brasil vêm de forte queda desde a divulgação do balanço do 1º trimestre de 2025, porém, na última sexta-feira (1º), a queda se intensificou, e as ações fecharam caindo mais de 7%. Será oportunidade?
O mercado acionário costuma projetar resultados atuais para o longo prazo. Com a alta da inadimplência no setor agropecuário, o Banco do Brasil foi forçado a aumentar suas provisões para devedores duvidosos, o que reduziu o lucro da instituição. Para manter as condições de liquidez exigidas pelo Banco Central, é provável que o banco reduza significativamente os dividendos aos acionistas neste ano. Esse cenário desafiador se reflete nas ações, com preços ajustando-se ao momento difícil.
Banco do Brasil - Reta da Penha
Agência do Banco do Brasil na Reta da Penha Crédito: Carlos Alberto Silva
No curto prazo, o mercado avalia o desempenho dos bancos e faz suas escolhas. Itaú, Santander e Bradesco têm apresentado resultados melhores que o Banco do Brasil, o que leva investidores a venderem as ações do BB e comprarem as de bancos em melhor momento. Esse forte fluxo de vendas pressiona ainda mais os preços, e isso pode se prolongar por alguns meses.
Para quem foca no longo prazo e confia na força do setor agropecuário, que enfrenta dificuldades devido aos eventos climáticos de 2024 e aos baixos preços de soja e milho no mercado internacional, o momento pode ser de oportunidade. Cedo ou tarde — ninguém sabe exatamente quando —, o setor tende a se recuperar, reduzindo a inadimplência e impulsionando o lucro do Banco do Brasil. Com lucros em alta, as ações devem voltar a se valorizar.
Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio de uma empresa, e é natural que ela passe por períodos bons e ruins. O Bradesco, por exemplo, teve resultados bem abaixo da média em 2023 e 2024, mas agora se recupera. Agora é a vez de o Banco do Brasil enfrentar um ciclo negativo. No entanto, no longo prazo, os bancos brasileiros têm se mostrado um bom negócio. Não há motivo para desespero entre os acionistas do maior banco do país: períodos de baixa são normais, e a gestão da instituição continuará trabalhando pela recuperação.
Diante da volatilidade natural do mercado acionário, o investidor deve buscar diversificação. Uma carteira com ações de empresas de qualidade, que entreguem crescimento de lucros no longo prazo, é uma estratégia vencedora. Manter a calma durante os ciclos negativos é fundamental para colher bons resultados.

Andre Motta

Formado em engenharia civil pela Ufes, pos-graduado em Financas pelo IBMEC-MG e com mestrado em Administracao pela Fucape, geriu o clube de investimentos Investvix entre 2011 e 2015. E assessor de Investimentos na Valor Investimentos desde 2016

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