O ser humano é um ser múltiplo e complexo, e a
educação financeira deve levar em conta esses aspectos. Pensar no dinheiro de forma linear gera incompatibilidade com a realidade e ocasiona frustrações. Investir por obrigação, "porque todo mundo diz", "porque é o certo", pode gerar um vazio no presente e no futuro.
O
orçamento doméstico deve envolver provisão para o futuro e investimento no presente. Quando investimos no presente sem esquecer o futuro, podemos gerar crescimento escalonar no futuro. Parece confuso, mas é bem simples.
Para esse movimento atingir o ponto ótimo, sempre lembre de incluir itens que tenham a ver com sua saúde. Quanto mais saúde no presente, mais saúde no futuro e, consequentemente, menos remédios, menos gastos e mais felicidade. Pode ser que, no início, não tenha dinheiro para pagar uma academia, então caminhe na praia, na praça, no parque, pelas ruas do bairro.
Talvez não tenha como comprar itens muito saudáveis, mas saiba que há muitos alimentos saudáveis in natura disponíveis em qualquer feira. Troque o refrigerante por água, por um suco de limão. Devagar e sempre. O importante é: "apenas comece".
Nesse contexto, a economia doméstica estará aliada à neuroeconomia e você desenvolverá sua própria metodologia financeira. O conhecimento é cumulativo e tudo que fizer com propriedade desde o início da sua conscientização financeira terá efeitos sensacionais até depois de sua ausência. A semente plantada terá efeito por gerações.
Trabalhe seu foco, sua consciência, sua saúde, sua espiritualidade. Invista no você de hoje e no você do futuro. Enquanto isso, confie no seu cérebro e na complexidade do corpo humano e seus numerosos sistemas. Ele trabalhará a seu favor.