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Carol Campos

Saúde mental, finanças e trabalho: por que o Setembro Amarelo importa?

Não há dissociação: sem saúde mental, é difícil ter saúde financeira e sem saúde financeira é quase impossível ter saúde mental

Publicado em 12 de Setembro de 2025 às 12:28

Públicado em 

12 set 2025 às 12:28
Carol Campos

Colunista

Carol Campos

carolcampos.esg@gmail.com

O Setembro Amarelo é uma campanha que destaca a importância de cuidar da saúde mental e da prevenção ao suicídio. Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003, a iniciativa nasceu em 1994, nos Estados Unidos, após a morte de um jovem chamado Mike Emme.
Ele havia restaurado e pintado um carro amarelo, e a cor acabou se tornando símbolo de esperança. Seus pais, ao distribuírem cartões com a mensagem "Se precisar, peça ajuda!", deram início a um movimento que hoje inspira o mundo todo. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.199/2025, que oficializa a campanha anualmente, reforçando a luta pela vida.
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No ambiente de trabalho, o assédio moral, por exemplo, afeta a saúde mental, a produtividade e a ascensão profissional, levando a dificuldades financeiras Crédito: Freepik

O impacto do trabalho e das finanças na saúde mental

O silêncio muitas vezes não é sabedoria; pode ser um caminho para o sofrimento. Em 2023, o Brasil registrou 16,8 mil óbitos por suicídio, e a falta de conversa sobre os problemas que enfrentamos é um dos principais desafios.
Muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas, especialmente quando as causas estão ligadas a problemas financeiros e profissionais. O ambiente de trabalho pode ser um fator decisivo. O assédio moral, por exemplo, afeta a saúde mental, a produtividade e a ascensão profissional, levando a dificuldades financeiras.
Para combater esse problema, o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) lançou a Cartilha Amarela, com foco na prevenção do assédio e de violências no trabalho, que aborda os impactos sobre a saúde mental de grupos mais vulneráveis.

Os números que não podemos ignorar

Empresas e líderes precisam entender que cuidar dos funcionários não é só uma questão de humanidade, mas também de resultado. Dados de uma pesquisa da fintech Onze com a Icatu Seguros mostram que o estresse financeiro é um dos maiores gatilhos para a ansiedade e o estresse no dia a dia.
Quando um empregado está preocupado com dinheiro, sua produtividade cai drasticamente. A mesma pesquisa aponta que o estresse financeiro pode roubar de 3 a 5 horas de trabalho por semana de cada funcionário, gerando perdas milionárias para as empresas.
Além disso, os dados são alarmantes:
  • 72% dos brasileiros têm a saúde mental afetada por questões financeiras
  • 63% não possuem reserva de emergência
  • A preocupação com o dinheiro supera outras questões como saúde, família ou segurança

Onde pedir ajuda

Seja qual for a sua dificuldade – saúde, finanças, família, trabalho, relacionamentos ou solidão –, lembre-se de que a ajuda está disponível, de forma anônima e gratuita.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional 24 horas por dia, todos os dias da semana. Você pode entrar em contato ligando para o 188, por chat ou e-mail, e ter uma conversa sigilosa com um voluntário. Em casos de emergência ou urgência, ligue para o 192 (Samu) ou 190 (Polícia Militar).

Compromisso que vai além de setembro 

O Setembro Amarelo nos lembra que a conscientização sobre a saúde mental deve ser constante. Um sorriso pode esconder um coração e uma mente devastados.
O Brasil tem um compromisso urgente com a ONU de reduzir o número de suicídios em um terço até 2030. Isso significa agir agora para salvar vidas.
Seja uma pessoa que ouve de verdade e que motiva o desabafo. Cuidar da mente é cuidar da vida, e o impacto disso não tem preço. Suas ações podem salvar mais do que orçamentos ou carreiras; elas podem salvar vidas. Quer fazer a diferença na vida de alguém? Que tal começar a conversa hoje mesmo?

"Escrevo para combater minhas dores"

Não tenho costume de escrever em primeira pessoa do singular. Mas como PcD, já senti na pele o que é ficar afastada pelo INSS por meses, retornar ao trabalho, ser discriminada, assediada e ter problemas emocionais devido à tortura. Fora os problemas no ambiente de trabalho, há ainda o sofrimento no período que se depende da previdência. O fato é que, sem saúde mental, a saúde física piora, e há reflexo na saúde financeira. 

Até hoje sinto fortes dores e preciso de remédios para amenizar, mas não deixo de escrever a coluna porque o exercício mental é importantíssimo para combater as dores mentais e físicas. 

Por isso, chamo atenção sobre a importância da cartilha lançada pelo Ministério do Trabalho para ajudar na saúde mental dentro das empresas. Também fico feliz de A Gazeta ter me dado espaço para escrever sem olhar as cicatrizes que carrego no corpo e na mente. 

Carol Campos

E administradora, especialista em Gestao de Recursos Humanos e profissional certificada Anbima CPA-10 e CPA-20. Tem 23 anos de experiencia com orcamento, investimentos e planejamentos previdenciario e sucessorio. Trabalha com ESG e na prevencao de lavagem de dinheiro.

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