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Sobe e desce

Para onde vai o Ibovespa em 2023? Entenda a gangorra do mercado financeiro

Ativos brasileiros devem continuar reagindo a definições das políticas do novo governo, mas também há elementos de atenção no cenário externo

Publicado em 18 de Janeiro de 2023 às 16:39

Públicado em 

18 jan 2023 às 16:39
Flávio Mattedi

Colunista

Flávio Mattedi

flavio@valorinvestimentos.com.br

B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física
Bolsa de Valores de São Paulo: mercado volátil Crédito: GUSTAVO SCATENA
Ao averiguar um pouco da história do Brasil, é perceptível que uma das características do povo brasileiro é o fator emocional. Nos últimos anos falamos muito sobre política, não perdemos um bolão da Copa, além de escalarmos a seleção brasileira do goleiro ao centroavante.
Também no mundo dos investimentos não é raro ouvirmos as perguntas: quanto vai ser o Ibovespa em 2023? Em momento de juros altos, eu devo alocar todo o meu dinheiro em renda fixa? A verdade é que não temos bola de cristal, mas projeções e cenários, sim.
A partir daí, é de bom tom entender quais são os fatores que podem fazer o mercado subir ou cair no médio e longo prazo, ao invés de tentar cravar em quais níveis os mercados estarão. Uma das formas para analisar essas tendências é observar com atenção o lucro, a política econômica adotada no país e o posicionamento dos investidores.
O enfoque será dado aos lucros das empresas, já que são os fatores que mais determinam a performance de uma ação no longo prazo. Podemos projetar o lucro do Ibovespa a partir dos lucros específicos das empresas que compõem o índice.
Por exemplo, vamos pegar os setores e as estimativas de consenso do mercado para avaliar as projeções da Bolsa. O mercado tem estimado uma queda de 14,2% para o lucro do Ibovespa em 2023. Essa queda é explicada por uma queda de 27% do lucro das empresas de petróleo e de 36% (segundos dados da Bloomberg) das outras empresas de commodities (mineração, siderurgia, químicos e celulose).
Segundo a gestora de recursos Dahlia Capital, quando excluímos as empresas produtoras de commodities, os analistas estimam um crescimento de quase 20% no lucro. Podemos ainda fazer um outro ajuste. O setor financeiro, principalmente os bancos, representa 23% do Ibovespa e tem um crescimento de lucro estimado de 12%, em linha com padrões históricos.
Isso significa que se, além dos produtores de commodities, excluirmos também os bancos, as estimativas do mercado apontam para um crescimento de mais de 30% para as outras empresas eminentemente domésticas.
Será que essa estimativa de 30% de lucro está muito otimista? Lucros podem ser simplificadamente decompostos entre Receita x Margem Líquida. A receita das empresas listadas na bolsa historicamente tem uma alta correlação com o crescimento do PIB nominal.
A verdade é que os ativos brasileiros devem continuar reagindo a definições das políticas do novo governo. Essa preocupação deveria manter o nível de volatilidade alto. No cenário externo, a flexibilização da Covid-zero chinesa é positiva ao Brasil e, se pensarmos nos Estados Unidos, deveremos aguardar a confirmação mais consistente de que a inflação americana poderá aumentar.
E o Ibovespa no final de 2023? Vai para onde? A gangorra é uma boa metáfora da volatilidade desse ano.

Flávio Mattedi

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com pós-graduação em Gestão Financeira pela FGV/Mmurad. Agente de Investimentos autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sócio da Valor Investimentos.

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