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Taxa de juros

Renda fixa vira saída com alta da Selic, mas é bom diversificar investimentos

O ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) iniciado em 2021 obrigou os investidores a rebalancearem as carteiras, migrando para a renda fixa. Contudo, este fato não deve interromper a diversificação dos portfólios

Publicado em 07 de Fevereiro de 2022 às 13:13

Públicado em 

07 fev 2022 às 13:13
Luiz Alberto Caser

Colunista

Luiz Alberto Caser

lcaser@valorinvestimentos.com.br

O ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) iniciado em 2021 obrigou os investidores a rebalancearem as carteiras. Ato contínuo, a migração do fluxo financeiro foi parar na renda fixa. Contudo, este fato não deve interromper a diversificação dos portfólios que já se observa no Brasil.
Somente para trazer alguns números substantivos: em 2021, a Selic saiu da menor taxa histórica (2%) para finalizar o ano em 9,25%. Neste mesmo ano a renda fixa atraiu R$ 215,2 bilhões, ou seja, maior captação líquida desde 2002.
Imagens Economia: Orçamento, finanças pessoais, investimento
Diversificação dos portfólios é estratégia importante Crédito: Freepik
Quando ocorrem mudanças no potencial de retorno e, simultaneamente, no avanço do risco, é compreensível que os investidores mudem também de humor e realoquem seus recursos. Por exemplo, um investidor novato na Bolsa ou que tinha alocado parte dos recursos em ações começou a ter um pouco mais de desconforto com a volatilidade que tem ocorrido nos últimos meses no mercado.
A perspectiva de controle da inflação por parte do Banco Central deve continuar ao longo de 2022. Uma boa sinalização foi a reunião do Copom na semana passada. Em outras palavras, é normal que a atratividade em renda fixa vá aumentar, dado que seus produtos têm sido melhores do que no passado e o risco percebido nos outros produtos aumentou.
O que tem acontecido é muito mais uma realocação tática do que estrutural. Segundo dados do Valor Econômico, com a saída do risco, a renda fixa acabou recuperando participação na indústria, passando de 36,2% do bolo para 37,1%.
A fatia em fundos de ações diminuiu de 10,1% para 8,4%, interrompendo um ciclo de ampliação que se via desde 2017. No total, o patrimônio dos fundos cresceu 12,7%, a R$ 6,9 trilhões.
Outros dados importantes que corroboram à tese inicial de que a diversificação é o melhor caminho a seguir: enquanto a renda fixa liderou a captação com folga, os multimercados receberam R$ 59,6 bilhões, um decréscimo de 43% em relação ao fluxo observado em 2020.
Dados da Anbima demonstram que os fundos de ações encerraram com entrada líquida de apenas R$ 200 milhões, depois de R$ 73,3 bilhões no ano anterior. O segundo semestre mostrou uma reversão de tendência, com resgates de R$ 3,6 bilhões nas carteiras dedicadas à bolsa e de R$ 31,5 bilhões nos fundos mistos.
Apesar da migração do fluxo financeiro ir para a renda fixa, olhar para outras classes de ativos sempre será um trunfo na mão do investidor que deseja reduzir as incertezas pelas quais passamos.

Luiz Alberto Caser

Formado em Administração, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós-MBA em Inteligência de Mercado pela FGV. Credenciado junto à CVM como Agente Autônomo de Investimentos na Valor Investimentos desde 2007. Tornou-se sócio da empresa em 2011, sendo responsável a partir daí também por projetos de Planejamento Estratégico, Marketing, Educação e Gestão de Pessoas. Atualmente é também professor em programas de pós-graduação e palestrante de temas relacionados a finanças e investimentos.

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