Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Previdência privada

PGBL: alternativa para pagar menos Imposto de Renda

Modalidade de previdência permite deduzir até 12% da renda tributável e reduzir o Imposto de Renda, desde que respeitadas as regras
Marcel Lima

Publicado em 

25 dez 2025 às 08:00

Publicado em 25 de Dezembro de 2025 às 11:00

Com a chegada do encerramento do ano fiscal, investidores e contribuintes buscam estratégias para mitigar os impactos do Imposto de Renda. Nesse momento, destaca-se o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Diferentemente de outros investimentos, ele possui uma característica única: a capacidade de reduzir diretamente a base de cálculo do seu Imposto de Renda.
Neste artigo, detalho como essa modalidade funciona, quem pode se beneficiar e por que o prazo final de dezembro é crítico para o seu bolso.
Para que o PGBL seja vantajoso, o investidor precisa cumprir alguns requisitos Crédito: Imagem gerada pelo ChatGPT
Primeiro, vamos responder a uma pergunta fundamental: o que é o PGBL e como funciona o benefício fiscal.
O PGBL é um plano de previdência complementar desenhado para quem utiliza o Modelo Completo de declaração de Imposto de Renda. A grande vantagem é a possibilidade de deduzir até 12% da sua renda bruta tributável anual da base de cálculo do imposto.
Para facilitar, vamos a um exemplo: se sua renda tributável anual for de R$ 100 mil, sem o PGBL você pagaria imposto sobre o total. Ao investir R$ 12 mil (os 12% permitidos) nessa modalidade, o governo passa a tributar apenas sobre R$ 88.000. Essa estratégia gera uma economia imediata de praticamente 27,5% sobre o valor aportado, dinheiro que retorna para você via restituição ou redução do imposto a pagar.
Esse exemplo também nos ajuda a responder parcialmente à segunda pergunta fundamental: quem pode investir em PGBL?
Para que o PGBL seja vantajoso, o investidor precisa cumprir três requisitos fundamentais: utilizar o Modelo Completo de declaração (com deduções de saúde e educação), ser contribuinte ativo de um regime oficial de previdência (INSS, militares ou servidores públicos) e possuir renda tributável (salários, pró-labore ou aluguéis).
Vale ressaltar que rendimentos como 13º salário, abono pecuniário e benefícios/auxílios não compõem a base para o cálculo do limite dos 12%. Além disso, fundos de pensão corporativos também concorrem dentro deste mesmo limite.

Tabela progressiva ou regressiva: qual escolher?

A partir de 2024, novas regras de tributação entraram em vigor, trazendo mais liberdade ao investidor. Agora, é possível escolher entre a Tabela Progressiva ou a Tabela Regressiva apenas no momento do resgate, e não mais obrigatoriamente no ato da contratação.
Se o investidor optar pela tabela regressiva e mantiver o dinheiro por mais de 10 anos, a alíquota de IR cai para apenas 10%. Isso representa, com exceção dos isentos, o menor imposto do mercado financeiro brasileiro, já que investimentos convencionais costumam cobrar, no mínimo, 15%.
Além do PGBL, o investidor também pode optar pela modalidade VGBL (mas, nesse caso, sem redução da base de cálculo do Imposto de Renda). A principal diferença entre as duas modalidades reside na forma como o imposto é cobrado no futuro. No VGBL, o imposto no resgate incide apenas sobre os rendimentos. Já no PGBL, o imposto incide sobre o montante total (o valor que você investiu mais o que rendeu).
Embora pareça uma desvantagem à primeira vista, o PGBL costuma compensar porque você "ganhou" cerca de 27,5% de economia no presente. Ao reinvestir esse valor economizado, o resultado líquido no longo prazo costuma ser muito superior ao de qualquer outro investimento. Procure seu assessor de investimentos para fazer a simulação correta para o seu caso.
Cabe frisar que, para garantir o benefício fiscal na declaração do próximo ano, o aporte deve ser feito rigorosamente dentro do ano fiscal corrente. Isso significa que o dinheiro precisa entrar na conta da seguradora até o último dia útil de dezembro.
Muitas instituições encerram o processamento operacional alguns dias antes do réveillon, por isso, a recomendação é não deixar para a última hora. Perder esse prazo significa perder a chance de reduzir seu imposto por um ano inteiro.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Solange Couto e Alberto Cowboy deixam rivalidade de lado para criticar Ana Paula
Imagem de destaque
Babu e Milena tomam chamada da produção após tramarem contra rivais
Imagem de destaque
Como Vitória reduziu em mais de 50% os crimes violentos?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados