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Mais vantagens

Na batalha entre Pix e cartões de crédito e débito, veja quem ganha

As facilidades são inúmeras, mas organização é fundamental. Veja as vantagens de cada opção e as armadilhas escondidas

Publicado em 25 de Fevereiro de 2022 às 09:50

Públicado em 

25 fev 2022 às 09:50
Neyla Tardin

Colunista

Neyla Tardin

neyla@fucape.br

Não sei você, mas depois do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central brasileiro em 2020, eu passei a usar menos cartão. Antes eu usava o cartão para pagar gastos menores e recorrentes. Agora, via Pix, na hora e ali mesmo na loja, pela leitura de um QR Code, pago os valores e vejo o saldo da conta corrente cair no app do banco instantaneamente.
É inquestionável o papel democratizador do Pix. A liquidez, capacidade que o Pix tem de transformar transações rapidamente em caixa, é o principal trunfo da ferramenta. O Pix contribuiu para a bancarização dos brasileiros (claro que tudo é endógeno demais, a pandemia e a injeção de auxílios às famílias têm sido o grande vetor de digitalização dos serviços bancários).
Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), 11 milhões de pessoas que não faziam uma única transferência bancária desde o ano de 2009 voltaram a transferir de uma conta para outra nos primeiros seis meses de vida do Pix.
Pix, dinheiro, pagamento, cobrança, transferência
Pix, dinheiro, pagamento, cobrança, transferência Crédito: Getty Images/iStockphoto

Em uma batalha, quem venceria: Pix ou cartões?

Vamos aos números dos cartões:
Em 2021, segundo a Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito), o setor registrou 31 bilhões transações com cartões (alta de 33,4% em relação ao ano anterior). A maior fatia desse bolo vai para as transações com cartão na função crédito (14,7 bilhões). O cartão de débito ficou com 13,6 bilhões de transações. O cartão pré-pago ficou com as 2,8 bilhões restantes. O uso da aproximação na compra com cartões cresceu 384,6% entre 2021-2020. Sinal da digitalização.
Vamos aos números do Pix:
O Banco Central registra hoje (janeiro de 2022) mais de 395 milhões de chaves Pix cadastradas. Em novembro de 2020, havia 95 milhões de chaves. Em dezembro de 2021, o BC liquidou 1,45 bilhão de transações Pix. Um ano antes, em dezembro de 2020, foram liquidadas 144 milhões de transações Pix.
A questão é: Pix ou cartão? Débito, crédito ou Pix, qual escolher?
A ideia de que as pessoas têm substituído o cartão de débito por Pix é suportada pelo número a seguir: o valor transacionado nas compras remotas (on-line) feitas com cartão de débito caiu 69,3% entre 2021-2020, somando R$ 13,5 bilhões em 2021. O decréscimo pode ser explicado pela queda do poder aquisitivo das famílias ou... pelo efeito Pix.
O Pix não tem custo de transação para o consumidor. Você não paga tarifa se transferir dinheiro de uma instituição para outra. Se você comprar com cartão de débito, também não paga tarifa ou taxa (considerando o fato de que você não paga anuidade do cartão). Se comprar no cartão do crédito, você não vê sua conta corrente diminuir na hora e paga a conta apenas no vencimento do cartão. E ainda acumula pontos ou milhas, dependendo do seu contrato. Puxa, o cartão parece muito melhor... será?
O cartão de crédito pode gerar uma falsa ilusão de que sua renda é maior do que de fato ela é. Ele aumenta sua capacidade de gastos ao jogar o vencimento um mês à frente. Isso pode virar uma bola de neve, se você não tiver controle de gastos. Sem controle, gastos excessivos levam você ao crédito rotativo do cartão. E esse aí não dá para suportar, o juro é um dos mais altos cobrados pelo mercado.
Então, acredito que o Pix não só facilita a vida de quem não quer andar com dinheiro vivo no bolso como também educa quem está disposto a pagar à vista. Pagando à vista, você consegue desconto em boa parte do varejo. Pagar a prazo é bom, desde que haja planejamento e controle do orçamento (e o entendimento de que pagamentos a prazo não têm descontos).
Conclusão: entre Pix e cartão de débito, prefira o Pix, claro. Entre Pix e cartão de crédito, vale refletir. Os pontos do cartão valem a pena? Ou são inferiores ao desconto caso você pague tudo à vista?
Agora é botar na ponta do lápis.

Neyla Tardin

Neyla Tardin, Ph.D em Contabilidade, consultora de empresas em Ciência de Dados e negócios, professora da Fucape Business School, jornalista e comentarista da CBN Vitória

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