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ETF, HASH11 e B3: saiba como investir em criptos de forma mais fácil

Essas siglas podem facilitar o acesso a criptoativos aqui no Brasil. Esses investimentos tiveram papel fundamental no portfólio dos investidores mundo afora e alguns garantiram retorno bem acima dos investimentos tradicionais

Publicado em 12 de Janeiro de 2022 às 15:04

Públicado em 

12 jan 2022 às 15:04
Pedro Lang

Colunista

Pedro Lang

pedro.lang@valorinvestimentos.com.br

Em 2021, as criptomoedas, os criptoativos, tiveram um papel fundamental no portfólio dos investidores mundo afora. Bitcoin, até, e as principais criptos tiveram um retorno bem acima dos investimentos tradicionais, da renda fixa, da renda variável, dos fundos de investimento.
O que muita gente não sabe é que é bem simples acessar esses investimentos aqui no Brasil.
Hoje, através da B3, a nossa bolsa, a gente consegue acessar o Bitcoin, o Ethereum e até outras criptos através de um veículo conhecido como ETF.

O que é ETF?

Os fundos de índice, ou os ETF, são fundos de investimentos que replicam carteiras de índices ou de ativos lá fora.
Então quando você investe no HASH11, por exemplo, que é um ETF que replica a carteira do Bitcoin, você vai ter uma performance muito parecida à do ativo lá fora, sem ter que abrir, por exemplo, uma conta em uma Exchange, em uma corretora americana, arremeter dólares.
É bem simples, hoje através da B3 você consegue acessar esse ativo e ter em seu portfólio uma exposição a essa classe

Quais os riscos?

É sempre válido lembrar que investir em uma criptomoeda, na maioria das vezes, representa um risco muito maior que o dos investimentos tradicionais.
A volatilidade do Bitcoin, por exemplo, nos últimos meses, desde o topo, o Bitcoin cai 40% se comparado ao preço de agora.
Então quando for inserir esse tipo de ativo dentro do portfólio, sempre tenha cuidado se você, primeiro, tem espaço para isso dentro da sua alocação, se você tem perfil de investimento para isso, 
Também é importante ter atenção ao tamanho da alocação. É extremamente recomendado não superar entre 5% a 10% do portfólio na classe de ativos de criptomoedas justamente por conta da volatilidade.
Sempre respeitem os perfis de investimento de vocês, e estejam atentos à volatilidade do mercado, porque as oportunidades certamente vão surgir. 

Pedro Lang

Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Começou a carreira operando ações na antiga corretora do Banestes e desde 2016 é chefe da mesa de renda variável da Valor Investimentos, onde se tornou sócio em 2018. É um dos responsáveis pelo comitê de alocação de ativos. CFA® Program participant, CFA Institute.

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