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Mercado

O que explica a má performance dos fundos multimercados?

A despeito da boa performance dos principais ativos de risco brasileiros e globais, 2023 foi o pior ano de performance para os gestores multimercado desde a grande crise de 2008

Publicado em 07 de Dezembro de 2023 às 08:30

Públicado em 

07 dez 2023 às 08:30
Wagner Varejão

Colunista

Wagner Varejão

wagner.varejao@valorinvestimentos.com.br

B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física Crédito: GUSTAVO SCATENA
Um olhar superficial sobre resultado acumulado dos principais indicadores de mercado no ano de 2023 pode passar a impressão de que este foi um bom ano para os gestores de recursos financeiros. Neste ano, até o momento em que escrevo este artigo, o Ibovespa acumula 19,5% de alta, retorno semelhante ao principal índice de ações americanas (sp500). No mesmo período, o dólar caiu mais de 7% em relação ao real e os juros futuros brasileiros apresentaram queda relevante, cenário que beneficia os ativos de risco brasileiros.
Entretanto, a despeito da boa performance dos principais ativos de risco brasileiros e globais, 2023 foi o pior ano de performance para os gestores multimercado desde a grande crise financeira de 2008. O Índice de Hedge Funds da Anbima (IHFA), que mede a performance média dos gestores multimercado registra um retorno acumulado de 6,68% no ano, contra 11,99% do CDI.
A principal explicação para o fracasso dos gestores profissionais em um ano de excelente performance dos índices está na elevada incerteza. Os cenários, tanto internacional quanto doméstico, sofreram várias alterações radicais ao longo do ano, dificultando o trabalho de quem persegue tendências.
Olhando para o cenário global, o grande tema do ano foi a performance da economia americana e suas implicações para os juros dos títulos do tesouro. Por vezes, o mercado comprou a tese de que a inflação americana iria desacelerar sem jogar a economia em uma recessão, processo ao qual o mercado atribuiu o termo soft landing, por outras o mercado precificou uma economia caminhando para uma recessão e juros caindo em breve.
No Brasil, o ano começou ainda com uma grande ressaca do resultado eleitoral e o mercado precificando um nível elevado de descontrole fiscal e depreciando os ativos brasileiros. A partir de março, com aprovação do arcabouço fiscal a tendência se inverteu, com ativos apreciando significativamente. Em agosto, o sentimento negativo, principalmente vindo a piora do ambiente global, tomou conta novamente até o fim de outubro.
No meio de tantas inversões nos cenários, grande parte dos gestores entraram atrasados nas posições, muitas vezes perdendo dinheiro na melhora e na piora dos mercados. Se serve de alento para os cotistas, anos a história mostra que os piores anos dos multimercados em geral são seguidos por anos de excelente performance. Talvez não seja o momento ideal para tirá-los da carteira.

Wagner Varejão

Formado em Economia pela Fucape e mestre em Contabilidade com foco em finanças e mercado de capitais pela mesma instituição; assessor de investimentos e sócio da Valor

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