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Novo aumento

BC eleva Selic para 15% ao ano e sinaliza fim do ciclo de alta de juros em julho

Taxa básica atinge o maior patamar desde julho de 2006; parte do mercado apostava na manutenção em 14,75% ao ano
Agência FolhaPress

Publicado em 

18 jun 2025 às 19:14

Publicado em 18 de Junho de 2025 às 19:14

BRASÍLIA - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central avançou no ciclo de alta de juros nesta quarta-feira (18) com uma elevação em ritmo menor, de 0,25 ponto percentual, e subiu a taxa básica (Selic) de 14,75% para 15% ao ano. A decisão foi unânime.
No comunicado, o colegiado do BC também antecipou que prevê a uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado.
O comitê pretende avaliar se o plano de manter os juros no atual patamar por período "bastante prolongado" será suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatizou ainda que se manterá vigilante e poderá ajustar os passos futuros da política monetária, dizendo que não hesitará em dar sequência ao ciclo de altas se julgar necessário.
Fachada da sede do Banco Central
Fachada da sede do Banco Central Crédito: Agência Brasil
Com o novo aumento, a Selic atingiu o maior patamar desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. Naquela época, contudo, os juros seguiam em trajetória de queda após o pico de 19,75% ao ano, durante o escândalo do mensalão, em 2005.
O ciclo teve início em setembro do ano passado, ainda na gestão de Roberto Campos Neto, e até agora foram realizados sete aumentos consecutivos em nove meses. A taxa básica partiu de 10,50% ao ano e acumulou elevação de 4,5 pontos percentuais nesse processo.
Às vésperas da reunião, o mercado financeiro estava dividido sobre a decisão do Copom. Levantamento feito pela Bloomberg com 32 instituições mostrou que 20 apostavam no fim do ciclo, com a manutenção da Selic em 14,75% ao ano, enquanto 12 projetavam que a taxa básica atingiria 15% ao ano, com um aumento final de 0,25 ponto percentual.
No encontro anterior, em maio, o comitê deixou os passos seguintes em aberto, falando em flexibilidade e cautela diante da incerteza gerada, em especial, pelo ambiente externo.
Desafiam a atuação dos bancos centrais o agravamento do conflito no Oriente Médio e os efeitos ainda nebulosos da guerra comercial aberta pelos Estados Unidos. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) manteve os juros inalterados no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano pela quarta vez consecutiva.
No cenário doméstico, a questão fiscal ainda é motivo de preocupação e as projeções de inflação para prazos mais longos estacionaram longe da meta perseguida pelo BC. O alvo central é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta é considerada cumprida se ficar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).
Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o BC trabalha agora mirando a inflação do fim de 2026, conforme o sistema de avaliação contínua.
Segundo o último boletim Focus, os analistas projetam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2026 no limite superior do intervalo de tolerância, em 4,5%. Para 2027, a estimativa mediana do mercado seguiu em 4% pela 17ª semana seguida.
O Copom, que hoje é composto majoritariamente por representantes indicados por Lula – com sete dos nove membros –, volta a se reunir nos dias 29 e 30 de julho.

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