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Alta de 32,16%

Café da manhã fica mais caro; pão com margarina sobe acima da inflação

Produtos da cesta básica sobem quase 29% em 12 meses, e doações para café da manhã caem, diz padre Julio Lancellotti

Publicado em 01 de Junho de 2022 às 10:35

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 jun 2022 às 10:35
Tomar café da manhã ficou mais caro para o brasileiro, já que itens como pão francês, margarina e leite subiram acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor - Amplo), em 12 meses até abril. A inflação dos itens da cesta básica bateu em 28,9% em 12 meses até abril -patamar recorde desde que o acompanhamento começou a ser feito, em setembro do ano passado, segundo estudo mensal feito por economistas da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).
Pão, símbolo da fome saciada
Pãozinho com margarina fica mais caro com avanço da inflação. Crédito: Divulgação
A inflação dos itens da cesta básica bateu em 28,9% em 12 meses até abril - patamar recorde desde que o acompanhamento começou a ser feito, em setembro do ano passado, segundo estudo mensal feito por economistas da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).
No caso dos produtos do café da manhã, a alta de preços foi de 32,16% - bem acima do registrado no IPCA de 12 meses até abril (12,13%).
O Índice de Inflação da Cesta Básica de abril aponta que as maiores altas desse conjunto de alimentos foram do tomate (103,26%), do café em pó (67,53%) e da batata-inglesa (63,4%). No período, apenas um item apresentou queda de preço: o arroz, que ficou 11,53% mais barato. Em um mês, o único item que apresentou queda foi a banana-prata, de 3,18%
O cálculo teve como base de ponderação as despesas de consumo das famílias residentes nas áreas urbanas, com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, obtidos a partir da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017-2018.
Servindo pão, bebida quente, biscoitos e bolos para o café da manhã de cerca de 700 pessoas em sua paróquia, na zona leste de São Paulo, o padre Julio Lancellotti conta que os aumentos de preços de alimentos reduziram as doações de cestas básicas em cerca de 70%. "Usamos muitos alimentos para conseguirmos dar conta da demanda das famílias, mas as doações caíram muito. Tivemos de reduzir a distribuição de complementos para o café da manhã, como bolos e achocolatado", diz o padre.
A procura por alimentos tem flutuado nos últimos meses, mas nos meses de inverno a procura por comida tende a ser maior. "Desde a pandemia, aumentou o número de pessoas que precisam escolher entre alimentação ou moradia. Não são apenas pessoas em situação de rua, recebemos muitos aposentados, que não conseguem mais se manter com o que ganham."
O pão servido no projeto é de fabricação própria, mas os insumos usados na padaria para a fabricação de 1.200 pães por dia subiram consideravelmente nos últimos meses, conta ele. A meta é servir ao menos um pão a cada pessoa, mas o religioso diz que nem sempre tem todos os itens para doar. "Depende do dia. O pão que a gente prepara já é feito de uma forma que não precisa de recheio."
"Sem dúvida a inflação afeta muito mais as pessoas de rendimentos mais baixos, mas na atual conjuntura ela tornou os preços dos itens da cesta básica inacessíveis para muitos brasileiros", diz o professor Jackson Bittencourt, da PUC-PR.
Em maio, a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, subiu 0,59% - a alta foi mais leve do que a registrada em abril (1,73%), mas acima do que previam os analistas. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 bateu em 12,20% - a maior taxa para o índice desde novembro de 2003, quando o acumulado foi de 12,69%. Nesse cenário, o consumidor tem precisado fazer malabarismos para conseguir ir ao supermercado.
Um outro estudo, da CVA Solutions, mostra que a busca por preços menores provocou várias mudanças nas compras em supermercados. O consumidor passou a ir mais vezes por semana ao supermercado do que ia no ano passado (aumento de 0,5 ponto).
Além disso, a procura por descontos, prêmios e promoções inflou os programas de fidelidade. O número de consumidores que participam desses benefícios aumentou de 28,3% para 30,5%. Na busca por melhores preços e ofertas, o brasileiro também aderiu mais às marcas próprias dos supermercados: 54% compram e 62% desses consideram que a qualidade é comparável com as marcas mais famosas. Em 2021, esses percentuais eram de 52% e 58%, respectivamente.
"Conquistar o consumidor com programas de fidelidade, incentivar o uso de aplicativos com descontos e acúmulos de pontos são medidas muito eficientes. Os hipermercados e supermercados são mais ativos no mundo digital, mas os atacarejos ainda precisam melhorar", observa Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA.
O levantamento ouviu 5.512 pessoas de todo o país e foi finalizada no início de maio.

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