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Carro a álcool

Chevrolet Onix reinicia história dos carros movidos apenas por etanol

Em 1988, por exemplo, quase 95% dos automóveis produzidos no Brasil eram abastecidos com o combustível renovável

Publicado em 03 de Junho de 2026 às 12:08

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2026 às 12:08
Chevrolet Onix 2026
A General Motors vai anunciar nesta semana versões exclusivamente a etanol do Onix, que deve chegar ainda em junho Chevrolet/Divulgação
O automóvel a álcool está de volta ao mercado nacional. A General Motors vai anunciar nesta semana os detalhes das novas versões do Chevrolet Onix, que deve chegar às concessionárias ainda em junho.
Conforme antecipou a Folha de S.Paulo em abril de 2023, o retorno dessa opção era um dos desejos do governo federal durante a elaboração do programa Mover. O incentivo tributário concedido às empresas que apostem nos combustíveis renováveis é o fator principal para o investimento.
O último carro movido apenas a etanol da Chevrolet estreou há 25 anos. Foi a versão sedã do Astra, pensada para atender a taxistas, frotistas e órgãos governamentais. O modelo durou pouco, já que, dois anos depois do lançamento, os modelos flex começaram a chegar ao mercado.
A montadora deve seguir a mesma lógica com o Onix. De acordo com o portal Webmotors, que teve acesso a tabelas de preço repassadas aos concessionários, o preço do modelo vai começar em R$ 103.190 com carroceria hatch e chegar a R$ 106.990 na opção sedã.
Ambos terão câmbio automático e motor 1.0 turbo. Na regra atual, a opção flex com o mesmo conjunto mecânico (115 cv) não se enquadra nos principais benefícios concedidos pelo programa Mover, como o IPI Verde.
Para comparar, a versão mais em conta do Onix turbo flex com caixa automática é anunciada por R$ 114.990 no site da Chevrolet.
A década de 1980 registrou o melhor momento do carro a álcool. Em 1988, por exemplo, quase 95% dos automóveis produzidos no Brasil eram abastecidos com o combustível renovável.
A crise veio em 1989, com usineiros pressionando por aumentos entre 45% e 50% sobre o valor do etanol distribuído aos postos. Ao mesmo tempo, o mercado internacional do açúcar estava em alta. O cenário mudou com o sistema flex e a oferta regular do etanol nos postos do país.

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