A bandeira tarifária para os consumidores de energia seguirá amarela em agosto, repetindo o cenário dos últimos três meses, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (31). A bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
A decisão "reflete condições menos favoráveis de geração no país em razão do período seco", afirmou a agência. Nesses períodos, há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais alto.
A energia elétrica residencial subiu 3,03% em julho segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (28). O impacto da energia foi de 0,12 ponto percentual no IPCA-15 de julho.
Segundo o IBGE, a carestia da conta de luz reflete a cobrança adicional da bandeira tarifária amarela, além de reajustes de concessionárias em parte dos locais pesquisados.
Ainda assim, se comparado ao mesmo período do ano passado, as bandeiras tarifárias em 2026 têm gera do menos custos extras aos consumidores até agora. De janeiro a abril deste ano, a bandeira permaneceu verde, sem custos adicionais. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e permaneceu assim desde então.
Em 2025, também houve bandeira verde até abril e amarela em maio. No entanto, a bandeira vermelha, que acrescenta um valor mais alto na conta de luz, começou a ser acionada em junho, e permaneceu vigente, variando entre os patamares 1 e 2, até novembro.
O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.
- Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.
- Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos.
- Bandeira vermelha - Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido.
- Bandeira vermelha - Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido