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Desemprego em 2025: ES está entre Estados com menor taxa da série histórica

Resultado mascara informalidade e subutilização ainda elevadas em parte do país, diz IBGE; Brasil também mostrou desocupação na mínima no ano passado (5,6%)
Agência FolhaPress

Publicado em 

20 fev 2026 às 11:32

Publicado em 20 de Fevereiro de 2026 às 11:32

RIO DE JANEIRO - A taxa de desemprego atingiu em 2025 a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, apontou nesta sexta-feira (20) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima, calculada em 5,6%. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica começou em 2012.
A relação das 20 unidades da Federação com as mínimas em 2025 contempla os seguintes locais: 
  • Mato Grosso (2,2%)
  • Santa Catarina (2,3%)
  • Mato Grosso do Sul (3%)
  • Espírito Santo (3,3%)
  • Paraná (3,6%)
  • Rio Grande do Sul (4%)
  • Goiás (4,6%)
  • Minas Gerais (4,6%)
  • Tocantins (4,7%)
  • São Paulo (5%)
  • Paraíba (6%)
  • Ceará (6,5%)
  • Maranhão (6,8%)
  • Pará (6,8%)
  • Distrito Federal (7,5%)
  • Sergipe (7,9%)
  • Amapá (7,9%)
  • Rio Grande do Norte (8,1%)
  • Amazonas (8,4%)
  • Bahia (8,7%).
O resultado do país já havia sido publicado pelo IBGE em janeiro. A apresentação desta sexta traz outros detalhamentos, incluindo números dos estados.
Analistas associam o panorama recente do mercado de trabalho a uma combinação de fatores. O primeiro é o desempenho positivo da economia nos últimos anos, que contribuiu para a abertura de vagas.
Outra questão que analistas costumam citar é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação.
Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego porque uma pessoa sem trabalho também precisa estar em busca de oportunidades para ser considerada desocupada. Não basta só não trabalhar.
O quadro ainda é influenciado pela abertura de vagas ligadas à tecnologia. Estudo recente do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou que atividades realizadas por meio de aplicativos reduziam o desemprego em 1 ponto percentual no país.
Os dados do IBGE consideram postos de trabalho formal e informal. Ou seja, com ou sem carteira assinada ou registro de CNPJ.

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