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Mercado financeiro

Dólar cai a R$ 5,35, menor patamar em 15 meses; Ibovespa fecha em queda

Ausência de retaliações dos EUA após a condenação de Bolsonaro pelo STF ajudou na valorização do real
Agência FolhaPress

Publicado em 

12 set 2025 às 19:41

Publicado em 12 de Setembro de 2025 às 19:41

SÃO PAULO - Beneficiado por fluxo estrangeiro, o dólar fechou o pregão desta sexta-feira (12) em queda de 0,7%, a R$ 5,353, o menor patamar desde junho do ano passado, segundo dados da CMA. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,61%, a 142.271 pontos.
O fato de os Estados Unidos não terem anunciado retaliações ao Brasil após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão foi citado por analistas como um dos fatores para um dia positivo para o real.
Para analistas, a perspectiva de cortes nas taxas de juros nas próximas reuniões do Federal Reserve (o banco central americano) ajuda a atrair recursos para o Brasil, valorizando o real. Durante o pregão, a moeda americana chegou a ser negociada no patamar de R$ 5,34.
"Hoje o dólar está caindo principalmente por conta de três cortes de juros que o mercado já está precificando nos Estados Unidos, que devem acontecer neste ano", diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.
Cotação do dólar apareceu errada em painel do Google neste feriado de Natal
Cotação do dólar fechou o pregão desta sexta-feira (12) em queda de 0,7% Crédito: Freepik
É a mesma avaliação de Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank. "Temos um diferencial de juros bastante favorável para o ingresso de fluxo de capital especulativo para o Brasil e isso favorece o real", afirma.
A confiança do consumidor dos EUA, indicador divulgado pela Universidade de Michigan, caiu pelo segundo mês consecutivo em setembro, conforme os consumidores observaram riscos crescentes para as condições de negócios, o mercado de trabalho e a inflação.
"Os consumidores americanos se mostraram mais pessimistas nesse mês de setembro, e isso ajudou a consolidar a perspectiva de que vai ter corte de juros nos Estados Unidos", aponta Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Às 10h30 o Banco Central fez dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de revenda) e vendeu a oferta total, de US$1 bilhão.
O Ibovespa operou o dia todo em queda, em movimento de correção após renovar máximas nesta quinta (11).
A preocupação com eventual retaliação dos EUA deu o tom do pregão pela manhã. Ontem, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país responderá "adequadamente" ao que chamou de novo de "caça às bruxas" contra Bolsonaro.
"Existe o risco de que os Estados Unidos coloquem mais alguma punição, seja sanção, seja tarifa", diz Mattos, da StoneX. "O fato é que essa condenação dificulta uma solução negociada entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir essas tarifas."
O mercado ainda avaliou os dados de serviços no Brasil em julho, divulgados pelo IBGE. O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,3% em julho sobre o mês anterior, em linha com o esperado por economistas. Foi a sexta alta mensal consecutiva do setor, que segue mostrando resiliência em meio ao aperto monetário.
No exterior, Wall Street tinha variações tímidas, após também renovar máximas históricas na quinta-feira, em meio às expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve. O S&P 500 rondava a estabilidade, enquanto o Nasdaq tinha variação positiva de 0,23% e Dow Jones perdia 0,12%.
Para a equipe da Ágora Investimentos, o tom mais contido no exterior e um receio entre os investidores sobre uma possível reação dos Estados Unidos ao desfecho do julgamento de Bolsonaro no STF poderiam prejudicar o desempenho dos ativos locais nesta sexta-feira, conforme relatório a clientes.
Nesta quinta (12), a moeda americana fechou em queda e a Bolsa brasileira subiu, após a divulgação de dados de pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA, que vieram bem acima das projeções. O número reforçou a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (banco central americano), o que animou o mercado.
Parte do movimento positivo, no entanto, foi contida pela divulgação de pesquisa Datafolha, que mostrou que a aprovação do governo Lula subiu a 33%, melhor índice do ano. Após a publicação dos números, o dólar desacelerou a queda e o Ibovespa, que chegou a superar os 144 mil pontos, se afastou das máximas do dia.
Ao fim do pregão, a moeda americana fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,391, o menor valor desde 12 de agosto. Já o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,56%, aos 143.150 pontos, renovando seu maior patamar nominal da história.

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