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Governo diminui de 40% para 5% o limite de desconto do consignado no Auxílio Brasil

Portaria reduziu taxa de juros mensal e número de parcelas consecutivas, que saiu de 2 anos para 6 meses
Agência FolhaPress

Publicado em 

09 fev 2023 às 10:49

Publicado em 09 de Fevereiro de 2023 às 10:49

BRASÍLIA, DF - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuiu de 40% para 5% o limite de desconto no benefício de programas sociais, como o Auxílio Brasil, referente ao pagamento de crédito consignado.
Além disso, passará a valer uma taxa de juros inferior à determinada no ano passado, de 3,5% para 2,5% ao mês. E a medida limita o número de parcelas mensais e sucessivas a seis — hoje podem ser até 2 anos. As medidas restringem o endividamento das famílias.
Beneficiários do Auxílio Brasil que estão em revisão cadastral têm até 14 de outubro para atualizar dados
Beneficiários do Auxílio Brasil que estão em revisão cadastral têm até 14 de outubro para atualizar dados Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
A mudança consta em portaria publicada nesta quarta-feira (9) pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comandado por Wellington Dias.
O texto altera uma portaria do ano passado que regulamentava a medida. O crédito consignado a beneficiários do Auxílio Brasil era uma das principais promessas de campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi editada em agosto de 2022.
O então ministro da Cidadania, João Roma, responsável pelo programa dizia que a medida seria um instrumento para dar acesso a crédito mais barato a quase 23 milhões de famílias contempladas pelos dois programas sociais.
Já entidades de defesa do consumidor e especialistas, por sua vez, criticam a iniciativa por abrir a porteira para maior endividamento de uma parcela da população que já depende de transferências do governo para arcar com suas despesas básicas.
Depois do segundo turno das eleições, a Caixa Econômica Federal passou a limitar a oferta de suas linhas de crédito e mudou a análise de empréstimos do consignado do Auxílio Brasil. A concessão ficou agora restrita a clientes com boa análise de risco.
Em novembro, o banco passou a liberar menos dinheiro nas concessões aos beneficiários do programa social, limitando o comprometimento da renda a 20%, ante 40% — teto permitido por lei e montante padrão antes das eleições.
Segundo membros do Conselho de Administração da Caixa ouvidos pela reportagem, o banco restringiu as concessões de empréstimo em todas as linhas de crédito ofertadas pela instituição depois de ter atingido os limites orçamentários para o ano.
No início de novembro, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Aroldo Cedraz negou um pedido do Ministério Público para que a Caixa deixasse de fazer novos empréstimos consignados para os beneficiários do Auxílio Brasil.
O pedido havia sido feito pelo subprocurador Lucas Furtado antes do segundo turno das eleições. Ele também havia solicitado avaliação dos critérios adotados pelo banco público para a concessão, com o objetivo de impedir a sua utilização com finalidade meramente eleitoral.
Cedraz determinou o arquivamento dos autos, afirmando que as informações apresentadas pela Caixa no processo "afastaram por completo a suposta irregularidade quanto à não-observância de procedimentos operacionais ou de análises de risco essenciais e prévios à decisão de ofertar o empréstimo consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil".
Pesquisa realizada pelo Datafolha, em dezembro passado, mostrou que dois em cada três brasileiros beneficiados pelo Auxílio Brasil não pegaram e não pretendem contratar o empréstimo consignado direcionado a esse público.
São 15% os que declaram já ter feito o empréstimo nessa modalidade. Outros 13% não fizeram, mas pretendem contratar a linha de crédito. Outros 66% não fizeram e não pretendem pegar esse crédito, de acordo com o levantamento realizado nos dias 19 e 20 de dezembro.
Na pesquisa anterior sobre o tema, de 25 a 27 de outubro, 18% declararam já ter feito o empréstimo. Outros 19% não haviam feito, mas pretendiam contratar a linha de crédito. Eram 58% os que não pretendiam fazer.

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