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Após tarifaço

Governo não pretende usar projeto da retaliação aos EUA, diz Alckmin

Vice-presidente afirma que objetivo é negociar com gestão Donald Trump, que impôs tarifaço de 10% sobre o Brasil
Agência FolhaPress

Publicado em 

03 abr 2025 às 20:07

Publicado em 03 de Abril de 2025 às 20:07

BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quinta-feira (3) que o governo não pretende usar o projeto de lei da reciprocidade, que permite o Brasil retaliar o tarifaço imposto por Donald Trump.
"[É] Uma boa legislação, necessária, importante, mas não pretendemos usá-la. O que queremos fazer é o diálogo e a negociação. Mesmo o Brasil ficando com a menor tarifa, 10%, ela é ruim. Ninguém ganha numa guerra tarifária, perde o conjunto", disse Alckmin, durante entrevista a um podcast.
Geraldo Alckmin, Vice Presidente da Republica participando do Evento da Findes, em Vitória
Alckmin prevê que a guerra comercial dos EUA tende a acelerar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Crédito: Ricardo Medeiros
Na noite de quarta (2), horas depois de Trump ter anunciado seu tarifaço, que teve entre os seus alvos o Brasil, a Câmara aprovou um projeto de lei que autoriza o governo a promover uma retaliação comercial em caso de discriminação contra produtos brasileiros.
A proposta, que teve apoio tanto do governo como da bancada ruralista, permite a imposição de barreiras tanto contra produtos como na área de propriedade intelectual.
Alckmin disse nesta quinta (3) que, mesmo tendo recebido o menor índice de tarifa por Trump, a sobretaxa de 10% para o Brasil também foi ruim. "O caminho que vemos é o do diálogo, da negociação. É isso que vamos fazer", declarou.
O vice-presidente afirmou ainda na entrevista que o governo ficará atento a desvios de mercado, diante da possibilidade de que grandes exportadores que não mais consigam acessar o mercado americano terminem por "desaguar" seus produtos no Brasil.
"Vamos ficar atentos a desvio de mercado, de comércio. Você tem bloqueio aqui, você pode desaguar no Brasil, prejudicando a indústria, o comércio local", disse.
Ele também previu que a guerra comercial de Trump tende a acelerar as implementação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

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