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Aumento do consumo

Lula: brasileiro fica 'mais bonitão e mais gordo' com aumento do salário mínimo

A previsão para 2025 é que o mínimo tenha alta de 6,73% em relação ao piso atual, chegando a R$ 1.502
Agência FolhaPress

Publicado em 

23 jul 2024 às 19:20

Publicado em 23 de Julho de 2024 às 19:20

BURI, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (23) a política de valorização do salário mínimo e disse que vai manter os reajustes até o fim do mandato.
Essa política, que assegura correção do mínimo pela inflação mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, tem impacto, por exemplo, sobre os gastos previdenciários. Como a Folha de S.Paulo mostrou, a Previdência Social terá um aumento de ao menos R$ 100 bilhões em suas despesas nos próximos quatro anos devido à valorização do mínimo.
"Nesses dois anos [de governo] aplicamos 11% de reajuste por mérito no salário e vamos continuar, porque quando o salário aumenta o povo vira consumidor. A classe média vai vender mais", disse o presidente em um discurso no campus Lago do Sino da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) em Buri, a 220 km da capital.
"O povo consumindo mais, e os agricultores vão ter o que plantar. Vai ter mais comida barata, e a gente vai ficar mais bonitão, mais gordo"
Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente do Brasil
Desde janeiro de 2024, o salário mínimo é de R$ 1.412. A previsão para 2025, como mostrou a Folha de S.Paulo, é de R$ 1.502, uma alta de 6,73% em relação ao piso atual.
Lula foi até o local anunciar um investimento de R$ 79 milhões para a UFSCar e estava diante de um público sobretudo de alunos universitários, além de militantes com bandeiras e bonés do MTST.

Imposto sobre herança

O presidente também reclamou da alíquota do imposto sobre herança ao comparar com os Estados Unidos. "No Brasil, ninguém faz doação porque o imposto sobre a herança é nada, é só 4%. A pessoa não tem interesse em devolver o patrimônio dela", disse Lula ao enaltecer o gesto do escritor Raduan Nassar.
Foi ele quem doou para o governo federal a fazenda de 43 hectares (quatro vezes a área do parque Ibirapuera, em São Paulo) para implantar esse campus da UFSCar. "Nos Estados Unidos, 40% da herança é de imposto. Então por lá, como imposto é alto, você tem empresários que doam seu patrimônio para universidade, laboratório, fundação", disse o chefe do Executivo.
Lula estava acompanhando dos ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e Camilo Santana (Educação).
O campus de Buri contempla os cursos de biologia, administração, engenharia de alimentos, engenharia agronômica e engenharia ambiental.
O presidente também afirmou que o Brasil está preparado para trilhar o mercado de energia limpa e chamou a transição energética de moda. "A gente tem 85% de energia limpa, vamos fazer muita coisa de eólica, solar, hidrogênio verde, que é desejo do mundo para cuidar do planeta", afirmou Lula, mas sem detalhar o plano para cada um desses segmentos.
Por fim, Lula disse para o público que tem 78 anos, sente-se um jovem e o mais otimista dos brasileiros. "Quando se tem uma causa, a gente não envelhece. Fui eleito para mostrar que o povo pobre não é o problema, é a solução", concluiu o presidente.

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